sexta-feira, 25 de março de 2005

O RETORNO - Monólogo III

Já faz "uns posts" que não falo sobre um episódio que me ocorreu e me magoou profundamente.
E hoje voltei aqui para ver se exorcizo de vez este sentimento de raiva, decepção, amor próprio ferido, ego arranhado ou sei lá que nome dar para esta coisa chata que está aqui dentro do meu coração!
O fato é que não se trata de amor! Pensaram que fosse? Eu nunca pensei que fosse amor, seria impossível amar alguém a quem se conhece tão pouco e com quem tenha convivido apenas dois meses. Seria paixão? Penso que talvez, mas daquelas paixões platônicas que qualquer criatura viva nesta terra já tenha experimentado.
Entretanto o que me incomoda sinceramente e me dá essa sensação ruim, é pensar na ingratidão! Fico pensando em como as pessoas são ingratas e egoístas. E como são más.
Mas, como não sou hipócrita e sempre prego que não me agradam as pessoas certinhas e boazinhas demais, tenho que admitir que há que se admirar uma pessoa que tem a capacidade de sumir da vida da outra assim, como se tivesse sido a vítima, como se tivesse sido prejudicada e nem se importar com a opinião de terceiros.
Taí, eu admiro alguém assim.
Mas não posso evitar, pelo menos por enquanto, que acompanhando esta admiração, venham também a raiva, a tristeza e a decepção por eu ter me enganado tanto.
E hoje, depois de passar um final de tarde, um pedaço da noite e da madrugada ao lado de pessoas muito especiais, boas, bacanas, divertidas, de boa índole, inteligentes e companheiras, eu realmente fiquei com remorso por me sentir vítima em relação à uma única pessoa, já que o Universo tem sido tão generoso comigo.
E pensar que eu cheguei a me questionar: o que eu fiz de errado? que mal eu causei? o que posso ter feito de tão mal ?
Eu aprendi muito com esta história. Espero que eu tenha ensinado algo também.
E agora chego finalmente (demorou, heim???) à conclusão: eu não fiz nada de errado! Eu sou autêntica, corajosa, amiga de verdade, sincera, inteligente, divertida, batalhadora, culta, carinhosa e tenho tantos defeitos charmosos também (risos)!
Sinto muito por quem não pode compartilhar da minha companhia.
THE END.
Fundo musical: "Certos Amigos" (Grupo Expresso Rural) e na sequência: "Forgive me" (Evanescense)

Um comentário:

AthenaInBrasil disse...

Sabe minha amiga...]
Parece que passamos por histórias bem parecidas. Estou lendo um livro que diz o seguinte: "Todo fim é um recomeço, só que na hora não enchergamos", parece que vc já esta conseguindo ver bem melhor que eu, mas eu chego lá. Hoje eu penso: "na verdade sou muito especial para desperdiçar com quem nunca me deu valor"
Beijos