domingo, 20 de março de 2005

V I D A

"Muito perto do meu acaso, eu te abençôo, vida, porque nunca me deste esperança falsa, nem trabalhos injustos, nem pena imerecida. Porque vejo ao final de meu rude caminho que fui a arquiteta do meu próprio destino; se extraí mel ou amargor das coisas, foi porque nelas pus fel ou mel saboroso; quando plantei roseirais, colhi sempre rosas. ...Certo, à minha juventude, seguirá o inverno; mas tu não me disseste que maio era eterno! Achei, sem dúvida, longas as noites de minhas penas; mas tu não me prometeste somente noites boas, e, ao contrário, tive algumas santamente serenas. Amei, fui amada, o Sol acariciou minha face. Vida, nada me deves! Vida, estamos em paz!"
É istó aí. Peguemos o leme de nossas vidas e façamos por traçar a melhor rota :)
É muito cômodo atribuir quaisquer consequências dos nossos atos ao destino, à sorte ou condicionar a nossa felicidade a estímulos externos.
Exemplos: "quando eu ficar rica" "quando eu encontrar o meu amor" "quando eu me realizar profissionalmente" "quando eu emagrecer" "quando isto...ou aquilo"...
Nossa vida é este momento. É agora. Nossa vida é este segundo que acabou de passar quando você leu esta última palavra.
Precisamos lembrar: não somos eternos. Pelo menos nosso corpo, que é a casa da nossa alma, não é. :-)
Fundo musical que está "rolando" aqui no meu Kazaa neste exato momento: "Deve ser amor" e na sequência: "Eu tive um sonho" - ambas do Kid Abelha (que eu adoro).

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