quarta-feira, 30 de março de 2005

APENAS UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA.

Então...
Quando você me encontrou e nos conhecemos, parecia um "mundo" inacessível.
Foi confiando em mim e permitindo que eu te conhecesse melhor.
Eu ainda com um pouco de medo fui também te permitindo o acesso.
Você foi mais perspicaz! Percebeu logo todas as possibilidades que esta relação poderia proporcionar. Sabia exatamente o que estava fazendo.
Eu que sempre opto pela sinceridade, mas menos experiente, me permiti levar.
Só vi o que eu queria e você me mostrava o melhor de se ver. Eu gostei do que me mostrou.
Que "mundo" intenso é você! Que "mundo" cheio de surpresas"! Que "mundo", por incrível que possa parecer, mais comum!
Eu te coloquei acima do bem e do mal.
Agora eu sei toda a verdade a teu respeito. Agora eu sei tudo.
Mas agora eu descobri também que você não sabe nada sobre mim. Descobri que temos segredos proporcionalmente interessantes de serem compartilhados.
A confiança não se re-estabelece. Ela se constrói no dia a dia, nos pequenos gestos, na história compartilhada.
Tivesse confiado em mim. Eu também estava aos poucos mostrando o "meu mundo". Quase te contei tantas coisas!
Previsão:
Você:
_ Oi, sou eu.
Eu:
_ Eu sei que é você. Eu sei "quem" você é. Mas é tarde. Para tudo...
Fundo Musical: "What more can i say" (Nina Simone) e na sequência: "Depois de ter você" (Adriana Calcanhoto)

terça-feira, 29 de março de 2005

O Convite

"Não me interessa saber que planetas estão em quadradura com a sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo da sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la. Quero saber se é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana. Não me interessa se a história que conta é verdadeira. Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança. (...) Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.... Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia."
'' Se você quer ter o que nunca teve, tem que fazer o que nunca fez."
Fundo Musical: "A Sua" (Marisa Monte) e na sequência: "O Vento" (Jota Quest).

sexta-feira, 25 de março de 2005

Em tempo:

Recebi um cartão tão lindo agora!!!
Tem imagens do filme "Before Sunset" (Antes do pôr do sol).

Está escrito assim:

"Você acredita em segunda chance?"

"Depois do amanhecer a noite é apenas uma curta espera"

AMEI!
Obrigada "L."

Fundo musical (que é o do cartão também): "A Waltz for A Night" (Julie Delpy)
O RETORNO - Monólogo III

Já faz "uns posts" que não falo sobre um episódio que me ocorreu e me magoou profundamente.
E hoje voltei aqui para ver se exorcizo de vez este sentimento de raiva, decepção, amor próprio ferido, ego arranhado ou sei lá que nome dar para esta coisa chata que está aqui dentro do meu coração!
O fato é que não se trata de amor! Pensaram que fosse? Eu nunca pensei que fosse amor, seria impossível amar alguém a quem se conhece tão pouco e com quem tenha convivido apenas dois meses. Seria paixão? Penso que talvez, mas daquelas paixões platônicas que qualquer criatura viva nesta terra já tenha experimentado.
Entretanto o que me incomoda sinceramente e me dá essa sensação ruim, é pensar na ingratidão! Fico pensando em como as pessoas são ingratas e egoístas. E como são más.
Mas, como não sou hipócrita e sempre prego que não me agradam as pessoas certinhas e boazinhas demais, tenho que admitir que há que se admirar uma pessoa que tem a capacidade de sumir da vida da outra assim, como se tivesse sido a vítima, como se tivesse sido prejudicada e nem se importar com a opinião de terceiros.
Taí, eu admiro alguém assim.
Mas não posso evitar, pelo menos por enquanto, que acompanhando esta admiração, venham também a raiva, a tristeza e a decepção por eu ter me enganado tanto.
E hoje, depois de passar um final de tarde, um pedaço da noite e da madrugada ao lado de pessoas muito especiais, boas, bacanas, divertidas, de boa índole, inteligentes e companheiras, eu realmente fiquei com remorso por me sentir vítima em relação à uma única pessoa, já que o Universo tem sido tão generoso comigo.
E pensar que eu cheguei a me questionar: o que eu fiz de errado? que mal eu causei? o que posso ter feito de tão mal ?
Eu aprendi muito com esta história. Espero que eu tenha ensinado algo também.
E agora chego finalmente (demorou, heim???) à conclusão: eu não fiz nada de errado! Eu sou autêntica, corajosa, amiga de verdade, sincera, inteligente, divertida, batalhadora, culta, carinhosa e tenho tantos defeitos charmosos também (risos)!
Sinto muito por quem não pode compartilhar da minha companhia.
THE END.
Fundo musical: "Certos Amigos" (Grupo Expresso Rural) e na sequência: "Forgive me" (Evanescense)

quinta-feira, 24 de março de 2005

M O R T E

Calma amigos, não vou ficar aqui falando sobre assuntos mórbidos, sórdidos, tétricos ou qualquer que seja o adjetivo que se lembrem para o significado do título deste post.
Mas é que complementando ao meu último post entitulado VIDA e citando a máxima "começamos a morrer no momento em que nascemos", quero dizer que hoje parei para pensar a respeito da MORTE.
Acreditam que eu tomei o tal "Caldo de Cana"? risos... (penso que os que vão ler este blog tenham conhecimento da contaminação que se deu aqui em SC - Doença de Chagas transmitida através das fezes do besouro transmissor que podem ter sido esmagadas com as canas no processo da preparação do Caldo).
Eu não me lembrava que havia tomado. Primeiro tomei com um amigo (??) lá naquela paradinha básica para apreciar a paisagem linda da praia do Morro das Pedras, em fevereiro, e final de semana passado tomei de novo quando fui levar o meu cachorro Pedro Tobias para passear no calçadão da Beira-Mar Norte (aqui em Floripa).
Enfim, amanhã vou fazer o exame de sangue.
Mas calma, prometo que não estou com a tal doença e que vocês vão ter que me aguentar por muitos anos ainda...
Mas o fato é que este epísódio, claro, me fez parar para pensar sobre a tal M... (nem vou ficar repetindo...risos).
Parece tão sulreal! Me sinto vivenciando um daqueles filmes americanos sobre epidemias!
Nunca imaginamos que possa nos acontecer.
E me peguei pensando: existem tantos tipos de morte. Acho que morremos todos os dias quando não seguimos nossos sentimentos, nossa intuição, nosso coração.
Sim. O que importa é o que sentimos. O que importa são os que amamos.
Já tiveram notícia de alguém que tivesse sido enterrado e em cima do caixão tenha ido um carro último ano e uma mansão?!!!
Será que as pessoas não percebem???
O que importa é o que sentimos. Mesmo. Fiquei pensando nas pessoas que deixei de falar algum dia, nas desculpas que não pedi, nas oportunidades que desperdicei, nos amores que não declarei.
E me percebendo viva, estou pensando em tudo quanto quero realizar, nas pessoas que quero conhecer, nos amigos com os quais quero conviver o máximo que eu puder, nos trabalhos que vou realizar, nas pessoas que quero ajudar, nas cidades e países que quero conhecer, no homem da minha vida que irei encontrar, no bebê que um dia vou conceber.
O que posso dizer é que por mais que eu tente entender sobre a morte eu ainda só estou preparada para a vida.
Alguns já devem conhecer esta frase:
"Quando pensamos que sabemos todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas."
Fundo Musical: "A fórmula do Amor" (Léo Jaime e Kid Abelha) e na sequência "Fico assim sem você" (Adriana Calcanhoto).

domingo, 20 de março de 2005

V I D A

"Muito perto do meu acaso, eu te abençôo, vida, porque nunca me deste esperança falsa, nem trabalhos injustos, nem pena imerecida. Porque vejo ao final de meu rude caminho que fui a arquiteta do meu próprio destino; se extraí mel ou amargor das coisas, foi porque nelas pus fel ou mel saboroso; quando plantei roseirais, colhi sempre rosas. ...Certo, à minha juventude, seguirá o inverno; mas tu não me disseste que maio era eterno! Achei, sem dúvida, longas as noites de minhas penas; mas tu não me prometeste somente noites boas, e, ao contrário, tive algumas santamente serenas. Amei, fui amada, o Sol acariciou minha face. Vida, nada me deves! Vida, estamos em paz!"
É istó aí. Peguemos o leme de nossas vidas e façamos por traçar a melhor rota :)
É muito cômodo atribuir quaisquer consequências dos nossos atos ao destino, à sorte ou condicionar a nossa felicidade a estímulos externos.
Exemplos: "quando eu ficar rica" "quando eu encontrar o meu amor" "quando eu me realizar profissionalmente" "quando eu emagrecer" "quando isto...ou aquilo"...
Nossa vida é este momento. É agora. Nossa vida é este segundo que acabou de passar quando você leu esta última palavra.
Precisamos lembrar: não somos eternos. Pelo menos nosso corpo, que é a casa da nossa alma, não é. :-)
Fundo musical que está "rolando" aqui no meu Kazaa neste exato momento: "Deve ser amor" e na sequência: "Eu tive um sonho" - ambas do Kid Abelha (que eu adoro).

sábado, 19 de março de 2005

UMA CARTA DE AMOR

Ontem estive pensando a respeito das cartas manuscritas. Lembram-se quando recebíamos aquelas cartas de amigos distantes ou de parentes e era sempre uma surpresa gostosa? Lembram-se de olhar para o carteiro e ficar ansiosos esperando que tivesse uma carta destinada a nós?
Eu me lembro desta época. Eu, tão cibernética, tão internauta, tão tecnológica! Sinto uma saudade imensa de receber cartas manuscritas.
Uma carta é um sinal de respeito, de doação. Quando uma pessoa pára para escrever uma carta, está destinando um pouco do seu sagrado tempo para tentar expressar através da escrita, o que lhe vai na alma. Podemos muitas vezes perceber, quando conhecemos bem a letra de alguém, até se aquela pessoa ao escrever estava nervosa, apressada, concentrada...
Já encontraram bilhetes antigos manuscritos por amigos, amores antigos ou familiares?
Não sentem uma nostalgia, uma saudade boa?
No último natal (dezembro/2004) recebi um dos presentes que mais me emocionaram durante toda a minha vida: meu ex-cunhado, que quando se separou da minha irmã foi morar conosco (têm idéia dos sogros ruins que foram os meus pais, né? rs) me enviou uma carta que foi escrita pela minha mãe para ele há exatamente 18 anos, dois anos antes que ela falecesse. Quando eu abri o envelope e reconheci a letra da minha mãe, era como seu eu tivesse voltado no tempo e pudesse inclusive ouví-la pronunciando aquelas palavras! Foi de uma sensibilidade única o gesto deste meu ex-cunhado. Principalmente pelo fato de ele estar com câncer no fígado e por após ter guardado como um tesouro precioso esta carta, ele enviando-a para mim, queira me fazer portadora desta herança, afinal, para ele aquelas palavras sinceras e amorosas de uma mãe tiveram a devida importância para fazê-lo guardar a carta por tantos anos.
O que me fez repensar hoje sobre a magia das cartas, foi que ontem, eu também recebi uma carta manuscrita. E recebi de uma amiga. Uma amiga que foi um dos grandes presentes que ganhei nos últimos tempos. Uma amiga destas que sabemos ser para a vida inteira. Uma amiga que faz juz ao significado da palavra amizade. Tudo o que eu precisava ouvir estava ali, com a energia daquela letra determinada, daquela letra de um ser humano corajoso, único, que faz diferença neste planeta. Sou mesmo uma privilegiada.
O que posso dizer querida amiga, é que a tua carta está ali, guardadinha, ao lado da carta escrita pela minha mãe. São estes, meus maiores tesouros, materialmente falando.
Que pena que eu não esteja escrevendo este blog com minha própria letra, talvez meus futuros filhos não possam sentir a energia do que estou tentando transmitir neste momento.
Talvez sem as "inscrições" rupestres tivéssemos também perdido muito da nossa história...
O que acham de escreverem hoje uma carta (manuscrita) ou um bilhetinho de amor?
Amor de irmãos, amor de filhos, amor de amigos, amor de amores.
O que importa são aquelas três palavrinhas simples que rolam da caneta:
Eu te amo.

sexta-feira, 18 de março de 2005

MONÓLOGO II - EVERY TIME WE SAY GOODBYE


Certas pessoas não sabem receber o que há de melhor e mais puro no mundo.
Como eu já disse em outro post: as pessoas não reconhecem o que não conhecem.
Há que ser respeitada a liberdade de sentimentos e de atitudes das pessoas. Isto não se discute. Determinadas coisas não são impostas, como outras, em princípio, também não podem ser previsíveis. O que não me tira o direito de questionar:
Como as pessoas podem esquecer tudo em detrimento de uma única coisa?
Como podem enxergar apenas aquele pinguinho azul de tinta na parede e esquecer toda a tinta amarela que ocupa 99,9% desse espaço?
Algumas pessoas dizem que não podemos "olhar" para elas porquê não as conhecemos. Estas pessoas têm mesmo razão. Talvez se as conhecêssemos ainda faríamos 99,9% de algumas coisas por elas, pelo simples fato de que o faríamos por qualquer pessoa.
Entretanto, se realmente tivessemos como saber algo antes de compartilharmos momentos das nossas vidas com as pessoas (não temos manual de instruções e nem bulas), nunca ofereceríamos a elas a totalidade do que temos de melhor a oferecer. Simplesmente porquê essas pessoas ou não estão preparadas ou não querem ou não sabem lidar com alguns tipos de sentimentos, emoções ou situações. E então eu finalmente entendi.
"Penso, logo : Desisto."
Every time we say Goodbye.
Eu só queria ter a oportunidade de dizer: "Você" não me conhece também. Nem todos tiveram a oportunidade de aprender sobre os dois mundos, sobre a possibilidade e a magnitude que existe em conhecer outro ser humano. Sabe aquela moça que você nem olha mas que todos os dias está varrendo o corredor do seu condomínio? Ela é um mundo! Mas isto requer disponibilidade, coragem e vontade sincera.
Pretendo não postar mais sobre este assunto.
Aprendi algo sobre certas tendências do ser humano. :-P
"Estou saindo deste transe"
Fundo Musical: "Se" - Djavan
MONÓLOGO I - Antes do Amanhecer & Antes do Pôr do Sol

Hoje assisti dois filmes que me foram indicados e após assistí-los me ocorreu a seguinte frase:
"Me digas quais filmes assistiu e eu direi quem és" :)

1º) "Antes do Amanhecer" (Before Sunrise) - Poema - Cena do Mendigo:

Ilusões à luz do dia

Cílios de limusine
Faça seu rostinho lindo derramar uma lágrima em meu vinho
Olhe em meus olhos
Veja o que você significa para mim: docinhos e milk-shakes
Sou o anjo das ilusões
Sou o desfile das fantasias
Conheça meus pensamentos
Não mais os advinhe
Você não sabe de onde eu vim
Não sabemos para onde vamos
Estamos juntos na vida
Como dois galhos num rio sendo levados pela correnteza
Eu te carrego
Você me carrega
Nossa vida pode ser assim
Você não me conhece?
Você já não me conhece?


2º)Antes do Pôr do Sol” (Before Sunshine) – Diálogo – Cena do barco:

“_ Sinto que sou anormal por não conseguir seguir em frente. As pessoas têm um caso ou até relacionamentos, terminam e esquecem tudo. Mudam como trocam de marca de cereal.
Sinto que não esqueço as pessoas com as quais estive porquê cada uma tem qualidades específicas. Não dá para substituir ninguém. O que for perdido está perdido. Cada relacionamento me magoa. Nunca me recupero. Por isto tenho cuidado quando me envolvo com alguém, porquê dói demais.
(...) Não se pode substituir ninguém porquê todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes.”

Fundo musical: “An ocean apart” e "A waltz for a night" – Julie Delpy

quinta-feira, 17 de março de 2005

Dividindo com os amigos este texto atribuído a Clarice Lispector que acabei de receber de uma pessoa hiper mega super ultra especial :P
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...Há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi? Assim fiquei eu. Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". (CLARICE LISPECTOR)
Como sempre digo: não confio em pessoas que parecem nunca ter defeitos ou que sejam boazinhas demais.
Mas talvez o que tenha acontecido à estas pessoas seja realmente a renúncia de si mesmas, com seus defeitos, que são as molas propulsoras da nossa evolução enquanto seres humanos e como parte integrante deste grande Universo.

quarta-feira, 16 de março de 2005

Sinteticamente

Parafraseando uma expressão que está sendo muito utilizada atualmente:

"A Fila anda"

Just it.

(Fundo musical: Eamon - Música: I don´t want you back)

segunda-feira, 14 de março de 2005

Devemos dizer a verdade ou o que as pessoas gostariam de ouvir?
Aiiii!!!! Blá!!! Blerg!!! Arg!!! Écate!!! e qualquer outro sinal de indignação para as pessoas hipócritas que quando questionadas sobre o que mais admiram em alguém respondem prontamente: "Sinceridade".
Uma vez acreditei que a "Sinceridade" fosse uma qualidade / virtude.
Uma vez aprendi que devemos mesmo seguir sempre o coração.
Só não podia imaginar que dizer a verdade e ser sincera fosse "também" sinônimo de perda e de saudade ou que fossem interpretar isto como uma "má tendência".
Há que se ter coragem para ser sincero! E se existe algo que eu não admiro são pessoas medrosas!!!
É isso ai, eu também tenho meus momentos de raiva!
E neste momento estou tão brava!!! Mas tão brava!!!! Risos (e isto é tão raro...mas tão raro - que deu até vontade de sorrir :)
"Não devemos temer os enfrentamentos. Inclusive os planetas se chocam entre si e, do caos, nascem as estrelas". (Chaplin)

domingo, 13 de março de 2005

AMIZADE = MILAGRE

Eu poderia citar tantas frases que eu adoro, colar aqui textos maravilhosos que eu já lí sobre este assunto, porquê não sei se consigo com minhas próprias palavras descrever o que eu sinto a respeito de um dos tesouros mais preciosos que um ser humano pode ter: AMIGOS

Vou contar uma breve história verídica de uma menina que perdeu sua mãe aos 14 anos de idade, ocasião em que o pai voltou a ser alcóolatra e não podendo mais suportar certas surras e agressões psicológicas esta menina voltou para a grande metrópole onde nascera, a despeito de toda sorte de riscos e acertos, e foi morar sozinha. Esta menina chegou na metrópole apenas com suas poucas roupas e muitos livros. Terminou os estudos, obteve conhecimento e êxito profissional, mas sua maior conquista foi descobrir que família são os amigos que escolhemos e ela encontrou pelo caminho AMIGOS maravilhosos.
E depois de certo tempo esta agora mulher, reavaliou seu estilo de vida e decidiu sair da grande metrópole e ir para uma Ilha Mágica. E chegou nesta ilha doente, sem estar recolocada profissionalmente e com uma profunda tristeza por ter deixado na metrópole o homem que julgava ser o seu AMOR. Não conhecia um único ser humano nesta ilha. Mas de novo, conheceu pessoas especiais e aumentou ainda mais a sua "família" e obteve conhecimento e êxito profissional.
A família da metrópole continuou presente embora distante porquê os laços que se criaram foram sólidos, verdadeiros e genuínos.
E a mais nova parte da família ensinou a mulher a ter fé, a acreditar mais ainda no potencial de amor do próximo, na força da amizade e esta mulher agora na Ilha Mágica, aprendeu a acreditar em MILAGRES.
Me lembrei desta história porquê ontem me reuni com duas amigas verdadeiras e nunca a vista da Lagoa da Conceição foi tão linda e nunca me senti tão protegida e nunca senti uma gratidão tão grande pelo privilégio que tenho recebido de encontrar pelo caminho pessoas assim, que fazem a diferença no mundo, que fazem os problemas se tornarem irrisórios, que me fazem reavaliar conceitos a respeito de sentimentos mesquinhos como o orgulho, que me fazem exercitar e descobrir como é gostoso pedir ajuda e principalmente, pensar sobre pessoas como a Fabiane e a Margarida que me fazem perceber que ser rica é ter amigas assim, que ser feliz é dividir com os amigos os nossos sonhos e planos e saber que eles estão na arquibancada do mundo, torcendo para que no palco da vida, sinceramente sejamos felizes.
Eu AMO todos os meus amigos :)

terça-feira, 8 de março de 2005

Certezas x Incertezas

Pensei em tantas coisas que eu poderia escrever a respeito de algumas certezas que eu tenho e hoje, conversando com um amigo, só pude constatar que sei falar muito mais sobre incertezas.

E como ele mesmo disse e eu concordo, como é saudável ter incertezas :)
Como é bom ser livre para mudar de opinião! Há que se ter muita coragem para ter uma certeza e depois ter a humildade, quando for o caso, de se perceber nem tão certo e mudar de opinião a respeito de alguém ou de algo.

Como é fácil julgar as pessoas, como é fácil ter "pré" conceitos, como é fácil ser uma pessoa orgulhosa.

Para quê é difícil perdoar? Para quê é difícil aceitar? Para quê é difícil voltar atrás? Para quê é difícil admitir? (percebem que existe uma grande diferença entre "para quê e por quê"?)

O que me leva a citar Raul Seixas: "Prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

Ou Sócrates: "Só sei que nada sei".

E ainda cito Guilherme Assis de Almeida: " O certo é que devemos deixar as certezas de lado e confiar na nossa intuição. A própria física quântica ilumina esta questão. O físico indiano Amit Goswani ao comentar sobre o estudo da trajetória de uma partícula afirma:

“As condições iniciais para o cálculo da trajetória de uma partícula, portanto, jamais podem ser determinadas com precisão, e é insustentável o conceito de trajetória nitidamente definida de uma partícula.”

Se no diminuto e essencial universo do estudo quântico não se possui certeza de nada, que dirá de nosso macro universo das aparências.

Perder as certezas não significa descabelar-se, entrar em pânico, rodar a baiana e dar chiliques, evidentemente, não! Por favor! Só temos que ajustar o nosso olhar, trocar a nossa lente, saber ver. Não podemos mudar os fatos da nossa vida, mas temos como mudar a maneira que os encaramos.

Primeiro passo conscientizar-se de que toda e qualquer mudança no mundo deve ter como ponto de partida: nós. Nada externo, tudo interior. Como bem disse Gandhi:

“Nós devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo.” "

Hoje é o Dia Internacional da Mulher!
Parabéns para todas nós :)

domingo, 6 de março de 2005

LIBERDADE :)

Conceitos:

Segundo Silveira Bueno (Minidicionário da Língua Portuguesa) : Condição de uma pessoa poder dispor de si; faculdade de fazer ou deixar de fazer uma coisa; livre arbítrio; faculdade de praticar tudo aquilo que não é proibido por lei; o uso dos direitos do homem livre.

Segundo Sisi: admitir meus erros; aceitar que literalmente não tenho tudo o que eu gostaria, mas tenho tudo o que eu necessito; estar chata às vezes e querer ficar sozinha; tentar, mesmo que no meu ritmo, exercitar a humildade; preferir pessoas autênticas e nem tão certinhas; lutar pelos meus ideais; perceber "os transes" e sair deles com aprendizado; sempre que perceber, dizer "não" ao orgulho; pedir desculpas; tomar sorvete sem culpa; amar meus amigos; sentir saudades e comunicar; ouvir músicas em um volume alto enquanto digito o meu conceito de liberdade; brincar com o meu cachorro; fazer planos que sei que vou cumprir; ter coragem; fazer declaração de amor ao planeta, aos amigos, à família e não esperar nada em troca; pedir colinho quando eu estiver carente; ter responsabilidade pelos meus sentimentos e pelas minhas ações; dizer "NÃO" quando eu sentir dentro do peito aquela angústia que é o sinal de que estamos indo contra o coração, este órgão lindo que é o nosso cordão umbilical com o SER supremo; ouvir um "NÃO" e resmungar mas aceitar depois por entender a liberdade do próximo; errar estratégicamente; dormir beemmm tarde e acordar beemmm tarde; aceitar que as pessoas podem gostar de nós ou não e que o amor não se impõe; me perdoar quando erro ou interpreto mal os sinais; deitar na rede com uma pilha de revistas, jornais e livros para ler enquanto tomo o café; abraçar de verdade e deseja o melhor; abrir mão de um excelente emprego e salário, um apartamento confortável, carro, família, um namorado e uma cidade onde se tem tudo e ter a coragem de ir buscar mais felicidade em uma Ilha Mágica; recomeçar; arriscar; parar de escrever agora porquê estou morrendo de fome :P

sexta-feira, 4 de março de 2005

Recebi de novo este texto hoje. Não tenho, sinceramente, muita paciência para ler estes textos que circulam diariamente pela internet. Mas achei este bacana :)

"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".
(Emilio Moura, amigo de outro grande poeta, Drummond...)

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. "
Que "fofa" a tradução (sinteticamente) de uma das músicas que eu mais amo (All for you - Sister Hazel).
Estava aqui hoje fazendo uma faxina nos meus arquivos e encontrei :)

"Finalmente eu entendi. Mas levou um longo tempo, longo... Mas agora há uma volta. Talvez porque eu esteja tentando. Há tempos, eu estou tão confusa. Todas minhas estradas, Elas me conduzem a você. Eu não posso virar e caminhar para longe. É difícil dizer o que eu vejo em você. Seria maravilhoso se eu sempre estivesse com você. Mas palavras não podem dizer, E eu não posso fazer O bastante para provar, É tudo para você "

quarta-feira, 2 de março de 2005

Enfrentando o Dragão

Certa vez me contaram a historinha do Dragão. Se ao invés de lutarmos com ele nós o aceitarmos, tentarmos entendê-lo ao invés de lutar contra, a probabilidade de que ele se acalme é bem grande.
Certa vez conheci uma mulher admirável, que me falou sobre a Coragem. Que me falou sobre os dois mundos que se encontram e como cada ser humano é um mundo diferente e que é maravilhoso, uma benção a possibilidade de conhecer o mundo de alguém, mas que isto requer Coragem e disponibilidade.
Esta semana me encontrei com um Dragão e precisei de muita coragem para aceitá-lo. Eu o aceitei, ele se acalmou.
Entretanto não consegui evitar que eu me machucasse.
Como seria bom se eu pudesse escrever : "certa vez, encontrei alguém que me alertou que aceitar o dragão também significa que pode doer".