segunda-feira, 25 de abril de 2005

"PRÉ" CONCEITOS

Recebi de um amigo bacana este texto cuja autoria foi atribuída a John Lennon.
Realmente às vezes me sinto como um "produto" de todos os "pré" conceitos que nos foram impostos por nossos pais e pela sociedade.
Ainda bem que não gosto de pessoas certinhas demais.
Ainda bem que aprendi a discernir o que me vai na alma em detrimento do que é estabelecido pela sociedade em que vivemos.
Ainda bem que a palavra que me cala fundo no coração é LIBERDADE.
Ainda bem que já tive a oportunidade de amar e ser amada.
Ainda bem que pude por experiência própria descobrir que uma relação é construída e que não existem fórmulas prontas.


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
"Todo relacionamento deve ser destruído e reconstruído. Uma casa é demolida mas fica o terreno e se constrói uma muito melhor em cima." (Paulo Coelho)
Fundo Musical: "Amor Certinho" (Leila Pinheiro) e na sequência: "Deve ser amor" (Kid Abelha)

sábado, 23 de abril de 2005

MEU LEGADO

Estive pensando se tenho feito a minha parte pela preservação do nosso planeta. Estive pensando que a Terra é mesmo nossa nave e somos os tripulantes suicidas que por vezes não nos damos conta de que estamos destruindo o nosso transporte nesta jornada que é a vida.

Então me lembrei desta linda música cantada pelo "poeta" O.M.:


"Se hoje tua mão não tem manga ou goiaba
Se a nossa pelada se for com o dia
Te peço desculpas me abraça meu filho
perdoa esta melancolia
Se hoje você não estranha a crueza dos lagos sem peixe, da rua vazia
Te olho sem jeito me abraça meu filho
não sei se eu tentei tanto quanto eu podia
Se hoje teus olhos vislumbram com medo
Você já não vê e eu juro que havia
te afago o cabelo me abraça meu filho
perdoa essa minha agonia
Se deixo você no absurdo planeta
Sem pique bandeira e pelada vadia
Fujo do teu olho me abraça meu filho
Não sei se eu tentei mas você merecia"

"Eu penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade me é revelada" (Einsten)

Fundo Musical: "Nosso filho morena" (Oswaldo Montenegro)

quinta-feira, 14 de abril de 2005

O QUE POSSO OFERECER E O QUE GOSTARIA DE RECEBER...


"Quero que saibas que eu sei do que necessitas, até mesmo quando não te posso dar. Minhas próprias limitações impedem o meu desempenho, mas sei que a minha maior contribuição para a tua vida será ajudar-te a amar a ti própria, a pensares melhor e mais gentilmente em ti. A aceitar as tuas próprias limitações mais pacificamente na perspectiva de uma pessoa inteira. Dar-te tudo que necessitas requereria uma inteireza em mim que não possuo. Nem sempre posso estar ao teu lado quando necessitas de mim. Mas posso prometer-te isto, tentarei o máximo que possa. Tentarei sempre mostrar-te o teu real valor, único e sem preço. Tentarei ser um espelho da tua beleza e bondade. Tentarei ler o teu coração e nunca os teus lábios. Tentarei sempre entender-te em lugar de julgar-te. Nunca exigirei que tu satisfaças as minhas expectativas, como preço de admissão ao meu coração. Assim, não me perguntes por que eu te amo. Tal pergunta convidaria somente a dar uma resposta de amor condicional. Não te amo porque tu me olhas de um certo modo, ou fazes certos atos, ou praticas certos valores. Pergunta-me somente isto... Amas-me? E eu, poderei-te sempre responder: Sim! Oh Sim.... Como eu te Amo!"
"Eu acredito em milagres. Eles têm acontecido todos os dias comigo."
Fundo Musical: "Depois de ter você" (Adriana Calcanhoto) e na sequência: "Só tinha que ser com você" (Fernanda Porto)

terça-feira, 12 de abril de 2005

O CASAL PERFEITO

Amigos, estou um tanto sem tempo para postar aqui no Blog.
Particularmente sei que dá um pouco de preguiça os textos longos. Mas vou deixar aqui hoje um texto que achei um tanto bacana (dizem que de autoria da Lia Luft).
"A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este país afora.Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito.Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo.Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher".Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida ! ?Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobretudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns. É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém."
"O homem nasce só e morre só, às vezes vive só, mas há momentos em que é bom estar só ...solitário nunca."
Fundo Musical: "Tragedy" (Hei Hoi) e na sequência: "Jogar as Chaves" (Dejavú)

domingo, 10 de abril de 2005

ALGUMA FORMA DE PROTEÇÃO

Passei por esta semana pensando a respeito da proteção que sempre, de alguma forma, tenho recebido.
Principalmente nos últimos dias em que aconteceram pequenos milagres em minha vida.
Não quero "nomear" esta proteção: Deus, Deusa, Energia, Universo, Fé, Anjo da Guarda...
Mas tenho mais do que nunca a certeza de que constantemente estou sendo protegida, de que quando acho que não tenho mais saída algo acontece para me lembrar que: posso "estar só", mas "solitária", nunca...
"Existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode sonhar vossa vã filosofia" (William Shakespeare).

Fundo Musical: "My sweet Lord" (Nina Simone) e na sequência: "Brida" (Oswaldo Montenegro).

terça-feira, 5 de abril de 2005

PLAGIANDO UM POETA

A Lista (Oswaldo Montenegro)

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Uma overdose de Oswaldo Montenegro tocando aqui no meu Kazaa...

Quero morrer de poesia...

Fundo Musical:"A lista" e na sequência: "Só", "Metade", "Sempre não é todo dia", "Bandolins"

domingo, 3 de abril de 2005

MONÓLOGO IV - FÉ x EU
Você acredita nas pessoas? Acredita sinceramente nos seres humanos?!!!
Odeio estar escrevendo este texto que parece ter uma apelo de "vítima" (nossa, coitadinha de mim..) - Mas estou sendo sincera: Acredito mesmo nas pessoas!
Chega a ser desesperador!
Chega a ser ridícula esta minha fé no próximo. Me sinto deslocada!
Tá, eu realmente não confio muito em pessoas boazinhas e certinhas demais e estou longe, mas longe mesmo de ser assim e tem algo que contradiz um pouco esta minha teoria porquê eu acredito em amizade, eu acredito que as pessoas me querem bem, eu acredito que as pessoas não são interesseiras, eu acredito que as pessoas queiram ajudar, eu acredito que o que as pessoas me dizem é a verdade. Eu acredito em todo mundo!!! Eu acredito em tudo!!!
Preciso aprender a me perdoar, porquê estou sentindo uma imensa raiva desta minha fé e de mim mesma.
Ah - só para esclarecer - não estou falando de amor não.
Estou falando em todos os aspectos.
Eu não sei ser de outro jeito ainda...
Sempre penso: agora eu aprendi.
Não! Não é bonitinho ser "ingênua". Não é bonitinho "ter fé". Não é bonitinho "ser".
Não acredito que estou sentindo vergonha por acreditar!!!
Será que sou eu quem tem que mudar mesmo?
Será?
Sábio Camões: "Os bons vi sempre passar no mundo grandes tormentos; E para mais me espantar os maus vi sempre nadar em mar de contentamento."
Fundo musical: "Carta aos Missionários" (Uns e Outros) e na sequência: "O Astronauta de Mármore" (Nenhum de Nós).

sexta-feira, 1 de abril de 2005

O PARADOXO DOS TEUS ADJETIVOS

Uma pessoa simples e tão complicada
Uma pessoa jovem mas tão madura
Uma pessoa experiente mas tão ingênua
Uma pessoa sincera mas tão cheia de segredos
Uma pessoa previsível mas tão surpreendente
Uma pessoa comum mas tão inteligente
Uma pessoa desligada mas tão responsável
Uma pessoa bonita mas tão insegura
Uma pessoa amiga mas tão ausente
Uma pessoa incrível mas tão teimosa
Uma pessoa pessoa rica mas tão singela
Uma pessoa inacessível mas tão sensível
Uma pessoa covarde mas tão corajosa
Uma pessoa chata mas tão transparente
Uma pessoa dispensável mas tão incrível
Uma pessoa orgulhosa mas tão necessária

Fico tão confusa sobre você.
Como você é surpreendente! Como coloca minhas teorias por terra!
O que eu posso dizer? TE AMO - simples assim - exatamente pelo que você é.
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento" (Clarice Lispector)

Fundo Musical: "All for you" (Sister Hazel) e na sequência: "My lover´s gone" (Dido)
HIPOCRISIA

Costumo dizer que Florianópolis não "abriu minha mente" - Florianópolis "rachou minha cabeça".
Antes de morar aqui eu era pura "retórica".
Tinha frases prontas: "Não tenho "pré" conceitos", "Todos são livres" e blá blá blá.
Em São Paulo, conheci apenas um amigo (que eu amo muito) gay e até me mudar para Floripa nunca havia nem sentido o cheiro ou visto uma folhinha de maconha.
Após Florianópolis: um casal de homens (que eu amo muito também) gays são amigos com os quais sei que posso sempre contar, uma mãe adotiva lésbica (quando à apresentei ao meu pai, foi muito bacana: "Pai, esta é minha mãe adotiva e esta é a esposa dela"), uma amiga lésbica morou em minha casa por 8 meses, a dona da primeira casa onde morei em Floripa era casada com outra mulher e por isto conheci muitas pessoas com a orientação sexual diferente da minha, já me apaixonei por uma mulher e sempre digo que se ela fosse um homem eu me casaria com ela (não, não sinto atração física por mulheres), muitos amigos são usuários de maconha (nunca experimentei - mas aquele cheiro realmente me deixa com dor de cabeça). Nunca em São Paulo estive em uma favela, aqui já fui mais de uma vez ao morro, em casa de pessoas realmente corretas, honestas, divertidas, especiais, que dividiram comigo o pouco alimento que possuíam e me senti tão feliz quanto me sinto em casa de amigos na Beira-Mar norte.
Em São Paulo namorei com um homem negro do qual me separei porquê ele era extremamente racista, tratou mal em minha casa meus amigos que são negros também e estava namorando comigo porquê eu era branca!!!!
Preciso dizer (os que me conhecem pessoalmente sabem), que eu mesma já sofri preconceito por ser gorda em um país praticamente obeso.
Conheci o alcoolismo dentro da minha própria casa e sei que isto é uma doença. Já amei um alcóolatra também, mas isto não fez dele ou do meu próprio pai um ser humano inferior.
E quanto ao grau de escolaridade?!!! Quem foi que disse que cultura está diretamente relacionada a um Certificado de Graduação/ Pós / Mestrado /Doutorado?
Um dos homens com os quais mais aprendi em minha vida profissional tem só a 4ª série primária e hoje é dono de uma Fortuna.
Claro que há exceções e não estou mesmo generalizando.
Sou uma pessoa espiritualista mas é gostoso e dá uma sensação boa de proteção quando a minha "secretária do lar" trás oléo da Igreja Universal para ungir as portas da minha casa. A Fé que ela tem é linda, contagiosa.
O que me fez pensar sobre este assunto hoje é que odeio a Hipocrisia de alguns seres humanos que propagam aos quatro cantos do mundo que não possuem qualquer tipo de discriminação. Entretanto quando se vêem diante da oportunidade de praticar esta "oratória" toda, recuam, têm medo do julgamento de outros, deixam de compartilhar e de ter a oportunidade de conhecer "os mundos" que são muito mais do que cor, peso, orientação sexual, escolaridade, religião ou classe social!
Eu tenho tantos defeitos, mas também tenho orgulho de ser quem sou. Sou grata ao Universo pelos pais que tive e por ter a oportunidade de seguir as idéias nas quais acredito.
Só peço a cada um que estiver lendo este post que procure sempre ser fiel aos seus sentimentos e ideais de vida.
Que não fiquem apenas na retórica e que tenham a curiosidade de perceber como é bom colocar em prática algumas teorias.
Um "VIVA" às diferenças.
Fundo Musical: "Esta noite eu quero ir mais além" (Ana Carolina) e na sequência: "Eu não sou da sua rua" (Marisa Monte)