UMA CARTA DE AMOR
Ontem estive pensando a respeito das cartas manuscritas. Lembram-se quando recebíamos aquelas cartas de amigos distantes ou de parentes e era sempre uma surpresa gostosa? Lembram-se de olhar para o carteiro e ficar ansiosos esperando que tivesse uma carta destinada a nós?
Eu me lembro desta época. Eu, tão cibernética, tão internauta, tão tecnológica! Sinto uma saudade imensa de receber cartas manuscritas.
Uma carta é um sinal de respeito, de doação. Quando uma pessoa pára para escrever uma carta, está destinando um pouco do seu sagrado tempo para tentar expressar através da escrita, o que lhe vai na alma. Podemos muitas vezes perceber, quando conhecemos bem a letra de alguém, até se aquela pessoa ao escrever estava nervosa, apressada, concentrada...
Ontem estive pensando a respeito das cartas manuscritas. Lembram-se quando recebíamos aquelas cartas de amigos distantes ou de parentes e era sempre uma surpresa gostosa? Lembram-se de olhar para o carteiro e ficar ansiosos esperando que tivesse uma carta destinada a nós?
Eu me lembro desta época. Eu, tão cibernética, tão internauta, tão tecnológica! Sinto uma saudade imensa de receber cartas manuscritas.
Uma carta é um sinal de respeito, de doação. Quando uma pessoa pára para escrever uma carta, está destinando um pouco do seu sagrado tempo para tentar expressar através da escrita, o que lhe vai na alma. Podemos muitas vezes perceber, quando conhecemos bem a letra de alguém, até se aquela pessoa ao escrever estava nervosa, apressada, concentrada...
Já encontraram bilhetes antigos manuscritos por amigos, amores antigos ou familiares?
Não sentem uma nostalgia, uma saudade boa?
No último natal (dezembro/2004) recebi um dos presentes que mais me emocionaram durante toda a minha vida: meu ex-cunhado, que quando se separou da minha irmã foi morar conosco (têm idéia dos sogros ruins que foram os meus pais, né? rs) me enviou uma carta que foi escrita pela minha mãe para ele há exatamente 18 anos, dois anos antes que ela falecesse. Quando eu abri o envelope e reconheci a letra da minha mãe, era como seu eu tivesse voltado no tempo e pudesse inclusive ouví-la pronunciando aquelas palavras! Foi de uma sensibilidade única o gesto deste meu ex-cunhado. Principalmente pelo fato de ele estar com câncer no fígado e por após ter guardado como um tesouro precioso esta carta, ele enviando-a para mim, queira me fazer portadora desta herança, afinal, para ele aquelas palavras sinceras e amorosas de uma mãe tiveram a devida importância para fazê-lo guardar a carta por tantos anos.
O que me fez repensar hoje sobre a magia das cartas, foi que ontem, eu também recebi uma carta manuscrita. E recebi de uma amiga. Uma amiga que foi um dos grandes presentes que ganhei nos últimos tempos. Uma amiga destas que sabemos ser para a vida inteira. Uma amiga que faz juz ao significado da palavra amizade. Tudo o que eu precisava ouvir estava ali, com a energia daquela letra determinada, daquela letra de um ser humano corajoso, único, que faz diferença neste planeta. Sou mesmo uma privilegiada.
O que posso dizer querida amiga, é que a tua carta está ali, guardadinha, ao lado da carta escrita pela minha mãe. São estes, meus maiores tesouros, materialmente falando.
Que pena que eu não esteja escrevendo este blog com minha própria letra, talvez meus futuros filhos não possam sentir a energia do que estou tentando transmitir neste momento.
Talvez sem as "inscrições" rupestres tivéssemos também perdido muito da nossa história...
O que acham de escreverem hoje uma carta (manuscrita) ou um bilhetinho de amor?
Amor de irmãos, amor de filhos, amor de amigos, amor de amores.
O que importa são aquelas três palavrinhas simples que rolam da caneta:
Eu te amo.
Um comentário:
Tá pessoas, depois disso tudo melhor me canonizar neh?!!!!!!
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