sexta-feira, 15 de abril de 2011

JÁ ESTÁ CHEGANDO A HORA DE IR...

Assim, ontem eu finalmente consegui vender os móveis do escritório e hoje vendi grande parte dos móveis da casa. Amanhã virão retirar. Ontem pequenos objetos já foram. Eu esperei tão ansiosamente por este momento, mas agora estou com uma sensação de vazio, como se estivessem tirando pequenos pedaços da minha história. Nem é tão fácil quanto eu imaginei trabalhar o desapego. O pior é olhar para a Mel (minha cachorra) e saber que na próxima semana não estaremos juntas mais. Ela que foi minha fiel companheira, que me alicerçou com o seu amor genuíno e incondicional em todos os momentos difíceis dos últimos 5 anos, que me deu só alegrias.
Claro que ela está indo para uma família amorosa, que será tão bem tratada quanto é comigo, terá companhia, amor, cuidados. Meu coração está meio despedaçado.
Tento me focar no futuro, nas novas possibilidades. Tento até lembrar do que foi ruim nesta cidade, mas dizem que a gente se acostuma até com o que é ruim, não é?
Ir embora significa aceitar que realmente acabou, que não vou mais ver o meu pai, que a nossa casa foi vendida, que meus laços foram definitivamente rompidos, que agora eu preciso olhar e zelar por mim e que não sou mais necessária (sim, porquê a ilusão de sermos necessários ameniza nossas próprias frustrações).
É chegada a hora de ir. De recomeçar. De fazer novos planos, morar em outro lugar, rever velhos amigos, me re-encontrar.
No momento em que estou escrevendo, tenho aqui ao meu lado um dos grandes amigos que fiz aqui, um grande companheiro, um filho adotivo, um irmão de alma sempre presente, vai doer esta separação.
Mas ces't la vie. E la nave vá.
Que o velho vá , para que o novo possa vir. Já recomecei outras vezes, não deve ser assim tão difícil, não é?

"Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos e foi com eles que vivemos os melhores anos de nossas vidas!" (Autor desconhecido)

Fundo Musical: Despedida (Erasmo e Roberto Carlos) e na sequência: Tempo Perdido (Legião Urbana)

segunda-feira, 21 de março de 2011

PROCRASTINAÇÃO

Procrastinar, para quem não sabe o que significa, é o nosso popular "empurrar com a barriga", adiar algo que precisa ser feito, até se tornar urgente e você ter que fazer correndo.

É isto que tem acontecido comigo. Na verdade, acho que sempre fui uma procrastinadora, mas ultimamente isto tem se tornado crônico, e a meu ver chega a ser irresponsável da minha parte.

Conscientemente sei que preciso melhorar em relação a isto. Vou lembrar de falar a respeito quando eu for na próxima sessão de terapia (se a terapeuta for, claro, porquê hoje esperei 1 hora e 40 min. e a bonita nem ligou para dizer que não ia, mas isto foge do nosso assunto do post).

Tem um vídeo que eu acho bem bacana sobre procrastinação, vou compartilhar aqui (mesmo quem não sabe inglês consegue entender e a parte gráfica do vídeo é linda):



"Procrastinação é decidir ir, querer ir, ter de ir, mas ficar se enrolando nas despedidas. Pior é achar que são os outros que não o deixam ir.' (Asmóteles de Pléon)


Fundo Musical: "Tente outra vez" (Raul Seixas)


SOBRE A LEALDADE

Eu tenho uma certa obsessão por lealdade. Se eu frequento um salão de beleza onde sou bem atendida, certamente nem olharei para outro local, assim como qualquer outro serviço ou loja que eu necessite, se eu tiver um bom atendimento, podem contar que serei cliente fiel.

Nos relacionamentos em geral, também me pauto pela lealdade. Tanto em termos profissionais quanto pessoais. De forma que, é muito difícil pra mim lidar com a traição. Sei que as pessoas são livres para buscar outros empresas, conquistar novos amigos, buscar serviços diferenciados, e eu aceito isto se eu for informada sobre o que está acontecendo. Porquê acredito que todo mundo tem o direito de poder mudar. Por exemplo, digamos que eu preste um serviço que não esteja agradando, tenho o direito de saber para poder melhorar. Caso eu não cumpra, aí a outra parte estará coberta de razão em buscar outra parceria. O mesmo se dá em relação a amizades, nos casos em que eu falhe como amiga, ou magoe alguém, tenho que saber para poder consertar, para não cometer o mesmo erro.

Estive pensando que talvez eu seja uma pessoa um tanto quanto inflexível e que estou sujeita a falhas e erros e que eu não deveria me sentir tão mal quando me sinto traída em relações pessoais ou profissionais. Mas ainda não consigo evitar, porquê a lealdade é um valor que está muito arraigado na minha personalidade.

Acho que às vezes tenho um complexo de Polyana e acredito que todo mundo é bom, que todos são confiáveis, que falsidade não existe. Mas não é bem assim. Contra fatos não existem argumentos e ultimamente alguns fatos têm me mostrado que as máscaras sempre caem. Que um dia, sempre, alguém vai ser vítima de deslealdade.

Eu sempre digo para os meus amigos que eu gosto do meu lado ruim. Claro que eu tenho! Sou humana. Quem me conhece sabe que não sou tão boazinha e que não faço muita questão de esconder quando não gosto de alguém, quando não desejo que certas pessoas não sejam as mais felizes do mundo, enfim, sentimentos feios e mundanos, mas pelo menos ninguém nunca vai ter que dizer que fui falsa. A civilidade é uma virtude, a sociedade é manipuladora e as relações sociais nos exigem aparentar sempre o que as outras pessoas querem que sejamos. Lamento. Ainda não dou conta.

Com isto a maior prejudicada sou eu. Em termos de negócios por exemplo, não sou muito agressiva. Porquê a ética é irmã gêmea da lealdade. E eu respeito até os meus concorrentes. Sempre digo, se me perguntas, quais são so pontos fortes deles.

Bom, talvez hoje eu esteja um pouco sensível. Talvez esteja me sentindo meio vítima e com dó de mim mesma. Talvez (muito provavelmente) algumas coisas que têm me acontecido sejam apenas um reflexo de certas atitudes que tive (ou pior, não tive). Ainda assim, no final, eu contava com a lealdade.

"Seja leal para consigo mesmo. Não altere o seu comportamento apenas para contentar os outros." (Yogaswami)

"A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem." (Textos Judáicos)

Fundo Musical: "Faz um milagre em mim" (Régis Danese) e "Senhor, eu sei que tu me sondas" (Aline Barros)

TENTANDO ACEITAR

Faz alguns anos que não posto aqui no blog. Na verdade ele sempre foi meio que um divã de analista, onde eu podia colocar para fora minhas angustias, incertezas, alegrias, conquistas e momentos de vida.

Muita coisa aconteceu desde a última postagem. Para mim, a mais traumatizante foi perder o meu pai. Sei que eu deveria pensar que foi melhor assim, pois nos últimos meses que antecederam a sua morte ele já estava perdendo a qualidade de vida e quando amamos muito alguém é complicado ver a pessoa com limitações. Mas o meu pai amava viver. E apesar de tudo que eu fiz, do quanto me empenhei em tentar fazê-lo mais feliz nos últimos tempos, ficou comigo uma sensação de que falhei no último dia, sabe? Ainda me pergunto: e "se eu tivesse feito isso" ou e "se eu tivesse feito aquilo". Entendo também que seja presunçoso da minha parte realmente acreditar que eu poderia alterar os desígnios de algo muito mais grandioso que eu e, afinal, todos nós aqui na terra começamos a morrer a partir do dia em que nascemos. Meus sentimentos alternam. Ás vezes sinto que eu fiz tudo, absolutamente tudo de melhor que estava ao meu alcance. Outras vezes me lembro do último dia de vida dele e fico com raiva de mim pensando se falhei de alguma forma. O que eu mais gostaria na verdade, era poder esquecer os últimos momentos, quando ele se sentiu mal naquele dia, quando os bombeiros chegaram e vi a lágrima saindo dos olhos dele, quando eu não briguei tudo que deveria no hospital. Acho que eu poderia ter cobrado mais, ter brigado mais com aquele enfermeira, ter questionado mais aquele médico. A cena do meu pai em casa, as últimas palavras dele, ainda estão tão nítidas na minha mente.

Dia 10 de março fez 8 meses que ele se foi e ainda estou sofrendo tanto. Não tem um único dia em que eu não lembre, em que eu não sinta saudade.

Até que há uns dois meses tomei a decisão de procurar uma psicóloga, e pedir ajuda para lidar com este luto, porquê sinto que não estou administrando muito bem.
Alie-se a isto o fato de que meu foco nos últimos 4 anos era o meu pai. E não, ele não me pediu isto, eu que talvez tivesse me agarrado ao fato dele estar doente para eu deixar de viver. Eu simplesmente deixei de sair, de namorar, de viajar e foi me atolando em problemas, sempre achando que era tudo em função do meu pai. Hoje talvez eu já esteja percebendo que não. Que eu queria apenas uma muleta, que em algum momento eu desisti de viver e optei por sobreviver.
O que ocorre agora é que não tenho mais motivos para não sair, nem viajar, nem viver (ok, problemas financeiros também podem minar as energias de qualquer humano), e entretanto eu continuo morta-viva. Qual é minha desculpa agora?

Engordei horrores nos últimos quatro anos também, estou sem nenhuma qualidade de vida e me sinto tão engessada! Nada do que eu começo eu consigo terminar. Auto boicote puro! Uma busca constante por relacionamentos à distância (alguém me diz se não é um jeito de fazer com que as coisas não aconteçam em minha vida?).

Faz 4 meses que me mudei da nossa casa, porquê esta complicado permanecer lá com tantas lembranças e não fossem também os cuidados dos vizinhos que me conhecem desde criança, eu não teria conseguido sair daquela depressão. Realmente na nova casa melhorei o astral e senti que posso recomeçar. Claro que ainda dou um passo para frente e dois para trás de vez em quando, mas pele menos agora faço tudo com uma maior observação, tentando trazer à razão as minhas ações para conseguir perceber quando estou me boicotando ou não.

Também estou tentando aceitar e já aceitando muito melhor que quando amamos muito alguém, temos que querer que esta pessoas esteja bem e feliz. De que adianta estar aqui entre nós sofrendo, doente, sentindo dores e vivenciando a proximidade da morte todos os dias? Não, o meu pai não merecia permanecer aqui nestas condições. Ele era muito sábio, bebia a vida com ânsia, com alegria. De qualquer forma ele permanece aqui comigo, porquê cada traço da minha personalidade tem um pouquinho dele, cada plano de vida meu tem um pouco da sabedoria que ele soube me passar. Quero agora, com todo o meu coração, que ele simplesmente fique bem onde estiver, dando aos que estiverem por lá, a oportunidade de conviver com alguém tão especial.

Está mais perceptível para mim que a pior morte é a de tudo que morre dentro de nós enquanto vivemos. E eu tive um bom professor e quero amar a vida de novo.

"Nunca se esconda atrás de uma limitação sua para encarar a vida e as pessoas" (Meu pai, José Mariano Gonçalves)

Fundo Musical: Vento no Litoral | Pais e Filhos (Legião Urbana)




domingo, 4 de novembro de 2007

ALIENAÇÃO

Ontem estive com dois amigos queridos para uma sessão de filmes que fazem diferença em nossas vidas. Um deles: "Blood Diamond" (Diamante de Sangue).
Vocês têm conhecimento da quantidade de crianças que perdem seus sonhos se tornando "polícia" na África? São crianças arrancadas de suas famílias e treinadas para matar. E por quê não matariam? Elas só conhecem uma realidade: fome, miséria e morte. Como pensar em estudar ou brincar ou ter um futuro bom, quando não se tem parâmetros? Na África ainda existem cerca de 200 mil crianças nessa situação!
Famílias inteiras eram dizimadas em Serra Leoa para que NÓS pudéssemos usar um anel de diamantes!
Fiquei envergonhada! No mínimo "vergonha" é o que pode definir o meu sentimento durante aquele filme! E eu preocupada com meu "sobrepeso". E eu preocupada com o vidro elétrico do carro que parou de funcionar!
Uma MERDA de injustiça social acontecendo em alguns países e isto inclui o Brasil, pois a miséria mora aqui, bem ao lado. Preste atenção na periferia: da sua casa, da sua cidade e do mundo!
E eu morando em uma cidade onde a mídia local é "quase" totalmente COMPRADA! E que sinto vontade de vomitar a cada vez que leio, ouço ou assisto às notícias manipuladas, em uma tentativa de hipnose coletiva, onde maqueiam a verdade mostrando pequenas "obras do poder público", como se isto fosse um presente e não a MELECA da obrigação deles. Eu CUSPO na mídia que se submete e CUSPO três vezes nos profissionais que não entendem o real poder que têm em suas mãos de fazer diferença neste mundo, e isto pode começar aqui, nesta cidade em que me encontro, com um total de 53.000 habitantes, onde ainda existe o "CORONELISMO" e ninguém tem a coragem de mover uma peninha para mudar esta situação. Todos acovardados para não serem "boicotados". O poder público tem a OBRIGAÇÃO de zelar pelo bem estar comum. Isto não é um favor, pelo amor de Deus. Conscientizem-se!
Aí a sonhadora (???) aqui está tentando: são pequenas as ações ainda, mas eu sei, vão fazer diferença. Tenho muita esperança de encontrar corações e mentes férteis, que possam SAIR DO TRANSE e começar a questionar e selecionar melhor e se tornarem multiplicadores do estado real das coisas, pois se ficarmos nos iludindo como é que vamos poder mudar algo para melhor?
Sinto uma vontade genuína de me tornar voluntária na África, mas eu sei que não posso abandonar meu país e tentar "consertar" outros lugares. Meu lugar ainda é aqui. Minha família também ainda precisa de mim por perto. Quem me conhece sabe que sou avessa a palavras de baixo escalão, mas eu preciso dizer: FODAM-SE todos os manipuladores e todos os seus subservientes! Nada é "para sempre" e não existem verdades absolutas!
Eu sou aquela formiguinha que vai carregar dia à dia a disseminação de uma conscientização maior das pessoas. Eu sou aquele beija-flor que com pequeninas gotículas de água no bico tenta apagar um incêndio, consciente de fazer sua parte. Eu sou aquela que incomoda e que sabe dos riscos que isto implica.
Mas principalmente, eu sei o que eu não sou: ALIENADA.

"Se você treme de indignação perante uma injustiça cometida a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, então, somos companheiros." ( Che Guevara)

Fundo Musical: "Horizontes" (Elaine Geisseler) e na sequência: "Nossos Corações" (Expresso Rural)


terça-feira, 16 de outubro de 2007

TANTAS MUDANÇAS

Faz muito muito tempo que não apareço por aqui. Um problema sério de saúde do meu pai deflagrou uma série de mudanças na minha vida: mudança de cidade, mudança de profissão, mudança de pontos de vista e revisão dos "pré" conceitos.
A Simone que hoje escreve é tão diferente da que escreveu aqui pela última vez!
Estou melhor? Estou pior?
Não sei responder, mas sei que estou em evolução.
Um saudade dos tempos de "blogueira" em que eu escrevia os posts em Florianópolis, olhando o mar da Baía sul, lá da janela do meu escritório!
Saudades da Simone (órbita insólita), Ana Claudia, Fabiane, Sidnei, Denise e tantos outros amigos que comentavam sempre por aqui. Mas saudade é bom quando, como é o caso, só nos faz saber que tivemos bons momentos e estivemos com pessoas importantes em nossas vidas que nos ajudaram a escolher nossos caminhos. Espero que estando em outro "estado" (literalmente), continue a receber a visita destas pessoas tão importantes em minha vida.
Me ocorreu agora que muitas vezes o Universo está nos sinalizando que estamos nos desviando dos desígnios de uma força maior, então quando resistimos demais ele (O Universo? Allah? Anjo? Orixá? ) nos reconduz de alguma forma.
Fui reconduzida à uma cidade do interior de Minas Gerais, de volta à casa paterna e com uma experiência de vida capaz de fazer a diferença para o bem comum por aqui!
Ainda preciso entender tanta coisa! Mas tenho uma fé que me fortalece e me faz acreditar em um amanhã sempre melhor. Este é "O Segredo", pelo menos o meu (vocês assistiram ao filme?).
Espero (re) encontrar muitos amigos aqui novamente :)
Que Allah nos guie sempre à senda reta!


Fundo Musical: "Sentimento" (Armandinho) e na sequência: "Discussão" (João Gilberto)

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

FAZENDO DIFERENÇA

Todos dias eu acordo e penso que se me foi dado mais um dia de vida de presente quero retribuir à altura.
São muitas as formas de fazer o seu dia de vida valer à pena e também são formas muito particulares e individuais.
Então olho o mar, ouço o som da vida lá fora, sinto cada pedacinho do meu corpo e agradeço porquê tenho saúde, presto atenção na minha respiração, que mágico tudo isto!
Vou ler o jornal, acesso a internet e ligo a TV para ouvir os jornais matinais enquanto espero a cafeteira preparar o meu café.
E aí começo a sentir aquela angústia no coração: pessoas mortas na guerra do oriente médio, fraudes na previdência, assaltos com vítimas fatais, acidentes de carros, epidemias, catástrofes e a minha vontade é me desconectar de tudo.
Mas me foi dado o presente deste dia de vida!!! Não posso ficar apenas com esta sensação de engessamento, imobilizada de tristeza, desesperança, dúvidas e medos.
O que posso fazer? Allah!!! O que posso fazer? Sou um simples ser humano tentando evoluir de alguma forma, tentando ser coerente com tudo quanto acredito!
E sempre, quase imediatamente me lembro da histórinha do beija-flor tentando apagar o incêndio na floresta com algumas gotinhas de água transportadas do rio no pequenino bico (já contei isto em outro post, esta é a histórinha que o meu pai sempre me conta).
Pequenos gestos podem fazer muita diferença: a gentileza no trânsito, o sorriso para uma pessoa, um bom dia desejado com o coração para o vizinho, alguns minutos de disponibilidade para ouvir, uma frase de incentivo ou apenas um minuto de silêncio em respeito aos que estão sofrendo, morrendo.
Não...não sou boa samaritana, nem santinha e nem incapaz de falar um palavrão, ficar deprimida ou às vezes me sentir assustada, mas tentar o contrário de tudo isto é que faz a diferença.
Eu quero tentar e estou tentando e você? O que fez em retribuição ao milagre da vida hoje?

"Faltam-te pés para viajar? Viaja dentro de ti mesmo e reflete, como a mina de rubis, os raios de sol para fora de ti." (Rumi)

Fundo Musical: "Não Vale a pena" (Maria Rita) e na sequência: "Amor Certinho" (por Leila Pinheiro)

quinta-feira, 20 de abril de 2006

UM TANTO QUANTO NOSTÁLGICO

Estou mesmo pensando no pior tipo de saudade que pode existir.
E na minha opinião não é a saudade de quem amamos
Nem a saudade de quem já morreu
Nem a saudade de um lugar ou de um objeto.
Acho que a maior saudade que podemos sentir é a saudade de nós mesmos.
Me lembrei com saudade de como já fui um dia.
Saudades de acreditar,
Saudades de sonhar,
Saudades de ficar maravilhada com cada nova aprendizagem,
Saudades da adolescente,
Saudades da filha cuidada pelos pais como um cristal,
Saudades de brincar na rua.
Então também me dei conta que amadurecer não significa ter que deixar para trás o que de bom fomos enquanto crianças ou adolescentes. Podemos ser tudo isto bem misturado com esta nova percepção da vida adulta e tratarmos de aproveitar cada segundinho das nossas vidas porquê o tempo não perdoa e para que não tenhamos nunca saudades de tudo quanto não fizemos.
A pior saudade deve mesmo ser aquela que sentimos pelo nosso "Eu" que morre dentro de nós enquanto vivemos.

"Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou ela escolheu você? Amou-a? Ou a lamentou?"
"Seu torax está explodindo de vida não vivida!" - (Nietzsche)

Fundo Musical: "As bodas de Fígaro" (Mozart) e na sequência: "Marcha Egípcia" (Strauss)

terça-feira, 18 de abril de 2006

NEM TÃO ÓBVIO

Talvez atualmente seja um privilégio poder trabalhar com algo que se goste. Em um mundo em que o vil metal é o que determina "quase" tudo, realmente nem sempre podemos exercer uma profissão que venha de encontro aos nossos anseios.
Costumo dizer que se trabalhar fosse tão magnanimamente bom, não cobraríamos - trabalharíamos de graça - mas também nada nos impede que tentemos colocar o mínimo de sentimento e boas intenções no exercício do nosso trabalho e mesmo em cada ação do nosso dia a dia.
Hoje fui me reunir com algumas pessoas em um lugar bem bacana, ambiente descontraído, diria que alternativo, um tanto quanto 'cult'. Excelentes companhias e assuntos interessantes. Entre sorrisos e bom humor o contrastante desamor de um profissional que prestava serviços no local quase estragou tudo. Tentei em princípio pensar em uma série de motivos que poderiam justificar o incidente, mas fiquei pensando também como todo o esforço de uma equipe para obter uma boa avaliação por parte dos clientes possa ser comprometido por seu próprio gestor. Faltou ao referido cidadão amor na realização do trabalho e boa educação para com o próximo - e pensar que tudo, mas tudo mesmo poderia ter sido amenizado se ele soubesse o significado da palavra "empatia" e no quanto um simples sorriso pode fazer diferença em determinados momentos.
Já parou para pensar em colocar amor nas tua ações? Já pensou em sorrir para as pessoas na rua? Em dizer um "Bom Dia", "Boa Tarde" "Boa Noite" mas desejar com o coração que sejam mesmo momentos bons? Já pensou como uma atitude pode mudar totalmente um ambiente e afetar os sentimentos de outras pessoas?
Talvez esteja pensando: "Mas isto é óbvio!" ou ainda "Não me venha com estes textos cheios de moral". Mas ás vezes este excesso de segurança de que possamos enxergar o óbvio nos leve a incorrer em desamor.

"Que o primeiro, mais importante, constante e inesquecível amor seja sempre o seu amor próprio"

Fundo Musical: "O lado bom" (Zélia Duncan) e na sequência: "Caleidoscópio" (Paralamas do Sucesso)

segunda-feira, 17 de abril de 2006

DE NOVO E DE NOVO E NOVAMENTE

Quando adolescente, eu sempre gostava de usar a copa do mundo como um parâmetro para avaliar as mudanças na vida. Acho que quatro anos é um bom tempo para muitas coisas acontecerem. Em quatro anos podemos amar, sofrer, perder, crescer, mudar, morrer.
Não precisei felizmente de quatro anos para voltar a postar aqui, mas posso dizer que neste pequeno tempo amei, sofri, perdi, cresci, mudei e morri. Sim, ás vezes é necessário morrer para que o novo venha, para que novos parâmetros sejam adquiridos e para que possamos nos auto avaliar. E que coincidência: é ano de copa do mundo...
Desde a última vez que postei neste blog foi um constante sair do transe. Conheci tantas pessoas, deu-se o momento de me separar de outras, profissionalmente novas decisões, nova profissão, novos desafios, novos sentimentos.
Outra coincidência talvez seja a época da Páscoa (no cristianismo) que significa o renascimento.
Sim, sem sombra de dúvidas, chegou a hora de compartilhar novamente...
A Salamo A-leikom (Que a paz esteja com você)
"Não quero só o ombro ou o colo,quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade"....

Fundo Musical: "Don´t leave me now" (Pink Floyd) e na sequência: "Always on my mind" (Pet shop boys)

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

PORQUÊ CHEGOU A HORA.

Queridos amigos e visitantes, o nome deste blog "Saindo do Transe" tem muito da verdade do que estou vivendo neste momento. Um momento daqueles cruciais pelos quais todos, vez ou outra, passamos. Já fizeram uma auto-análise de suas próprias vidas? Mas daquela forma intensa que te faz perceber e avaliar o sentido de muitas coisas? Que te faz entender tantos outros aspectos? Eis que estou em uma fase assim da minha vida.
Como já citei em outro post, este blog acaba sendo uma forma barata de se fazer terapia (risos), gosto de escrever aqui e adoro a opinião sincera dos amigos que sempre estão me visitando com o objetivo de ajudar. Por vezes sei que muitos questionamentos ou conteúdos dos posts também têm ajudado algumas pessoas. Que bom!
Nós interagimos aqui - o que configura uma relação. E como a maioria das relações, às vezes precisamos "dar um tempo".
Estou precisando. Não sei exatamente de quanto tempo preciso, mas sempre que sentir vontade volto aqui, apenas a frequência não será a mesma.
Para a minha amiga Simone Ávila: Agora eu te entendi :)
E parafraseando-a: "Porquê algumas coisas mudam sempre, mas algumas nunca mudam, porquê chegou a hora".
"Diz o mestre:
_ A Lenda Pessoal não é tão simples como parece. Pelo contrário, pode ser uma atividade perigosa. Quando queremos algo, colocamos em marcha energias poderosas, e já não podemos esconder de nós mesmos o verdadeiro sentido de nossa vida. Quando queremos algo, fazemos uma escolha do preço a pagar. Seguir um sonho tem um preço. Pode exigir que abandonemos velhos hábitos, pode nos fazer passar dificuldades, ter decepções, etc. Mas, por mais alto que seja este preço, nunca é tão alto como o que é pago por quem não viveu sua Lenda Pessoal. Porque estes um dia vão olhar para trás, ver tudo o que fizeram, e escutar o próprio coração dizer: "Desperdicei minha vida." Acreditem, esta é uma das piores frases que alguém pode ouvir."
Fundo Musical: "The mystic´s Drean" (Loreena McKennitt) e na sequência: "La Solitudine" (Renato Russo)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

ESTÁTUA

E quando as pessoas que verdadeiramente te amam dizem o que você precisa ouvir, mas você não consegue reagir e uma força auto destrutiva engessa suas ações?
"O filósofo Aristipo cortejava o poder da corte de Dionísio, tirano de Siracusa.
Certa tarde encontrou Diógenes preparando para si mesmo um pequeno prato de lentilhas.
_ Se você cumprimentasse Dionísio, não seria forçado a comer lentilhas - disse Aristipo.
_ Se você soubesse comer lentilhas, não seria forçado a cumprimentar Dionísio - respondeu Diógenes.
Diz o mestre:
É verdade que existe um preço para tudo, mas este preço é relativo. Quando seguimos nossos sonhos, podemos dar a impressão aos outros de que somos miseráveis e infelizes. Mas o que os outros pensam não importa: o que importa é a alegria em nosso coração. "
Fundo Musical: "A tempestade" (Legião Urbana) e na sequência: "Firmamento" (Orlando Morais)

sábado, 10 de setembro de 2005

EM PAZ

Só quero ficar assim mesmo: quietinha e com esta sensação gostosa de proteção que não me abandona nunca. Enquanto isto, divido com os amigos um dos textos que acabei de ler aqui nesta rede gostosa, com meu edredon, meu Pedro Tobias (cachorrinho fofo) aninhado ali nos pés (com pantufas), o jornal esperando para ser lido, o silêncio gostoso de um final de semana em paz...
"O discípulo se aproxima do mestre:
_ Durante anos busquei a iluminação - disse. _Sinto que estou perto. Quero saber qual o próximo passo.
_ E como você se sustenta? - perguntou o mestre.
_ Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isto são apenas detalhes.
_ O próximo passo é olhar o sol por meio minuto - disse o mestre.
O discípulo obedeceu. Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo à sua volta.
_ Não consigo vê-lo, o brilho do sol ofuscou meus olhos - respondeu o discípulo.
_ Um homem que apenas busca a Luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, termina sem encontrar a iluminação. Um homem que mantém os olhos fixos no sol, termina cego - comentou o mestre."
Fundo Musical: "Marcha egípcia" (Strauss) e na sequência:"Sinfonia nº 40 - 1º movimento" (Mozart)

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

MEUS DOIS MUNDOS
É como um imã esta parte do meu genitor que corre em minhas veias e me deixa atraída pela cultura, música, dança, comida, costumes - nem sempre entendidos pelo resto do mundo - do Oriente. Não que meu lado ocidental possa compreender certos exageros cometidos principalmente quanto às mulheres. Não que eu consiga entender a matança em nome da religião, mas que no fundo não tem nada de religiosidade. Os verdadeiros mandantes estão lá intactos enquanto envenenam a alma de ignorantes que morrem e matam em nome de um Deus que nunca lhes pediu isso.
Mas existe uma fidelidade de alma admirável. Já perceberam que apesar de tudo que acontece no Oriente médio aquele povo ama verdadeiramente seu país? Os homens andam de mãos dadas. A família é respeitada e vem em primeiro lugar. A esposa é consultada em questões que são importantes para os seus e sua opinião é determinante. Os filhos respeitam seus pais.
Fico pensando no paradoxo das palavras "liberdade" e "limites". Penso que ambas têm que andar paralelamente.
O Ocidente tem liberdade, mas não tem limites. De forma que alguns pilares da sociedade já não têm a solidez necessária para orientar e impor as boas regras de conduta e convivência e prova disso é a violência, a negligência, a fome, o desemprego, a realidade que estamos vivendo hoje em nosso país.
Sou brasileira, mas todos os dias sinto uma tristeza grande quando leio ou ouço sobre a morte de centenas de irmãos de sangue no Oriente Médio.
No meu coração o samba e o Derback produzem o som que tanto pode ser ritmo para a dança do ventre quanto para as canções de Cartola. No meu coração coexistem a vontade de conhecer a beleza de todo o nosso Brasil e de ver de perto o Deserto e sua solidão.
Sim, no meu coração existe paz entre Ocidente e Oriente.
"Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa ou num pouquinho d'água. Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..." (O Pequeno Príncipe - S. Exupéry)
Fundo Musical: "Brasil" (por Gal Costa) e na sequência: "Habibi Nura Ayne" (Alabina)

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

SINTO MUITO

Já tomaram uma atitude impensada reagindo a algo que tenham deduzido que não seria bom e sem querer magoaram profundamente alguém?
Hoje eu fiz isto. É horrível.
O fato é que sinceramente não existiu nenhuma intenção da minha parte e me equivoquei.
Mas o que posso dizer é que provavelmente fiz infeliz alguém que prezo muito, que me é importante, que faz diferença na minha vida. Claro que já tentei esclarecer o que houve, mas não posso evitar que esta pessoa sinta o que sentiu naquele momento. É como um copo que se estilhaça no chão e que por mais que tentemos restaurá-lo jamais será como antes.
Não posso voltar ao momento que antecedeu o meu ato impensado. Não posso evitar a tristeza que causei. Mas posso sinceramente dizer que não imaginei que "o objeto" da minha reação fosse quem atingi.
Sinto muito por ter te magoado. Não imaginei que fosse você. Está doendo também em mim.
"Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum – para si mesmo ou para outros – abandoná-lo quando assim ordena seu coração. (...) Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma." (Carlos Castañeda)
Fundo Musical: "Ursinho de Dormir" (Armandinho) e na sequência "Meninos e Meninas" (Legião Urbana)

terça-feira, 6 de setembro de 2005

MONÓLOGO VIII
Embora este blog seja meu e tenha mil e uma utilidades, entre elas uma forma barata de fazer terapia ou ainda um jeitinho de compartilhar com os amigos as minhas últimas peripécias ou contar o que me vai na alma, nem sempre é apropriado escrever tudo quanto eu sinceramente gostaria. Ai que vontade quase insuportável de escrever agora o que estou sentindo! Mas vivemos em sociedade, não é? A maioria das pessoas não está preparada para ouvir a verdade ou lidar com críticas e com o sentimento genuíno. De forma que às vezes somos obrigados a nos valermos das "máscaras" para a boa convivência.
Meleca! Droga! Shit! Raios! >:o(
Ufa! Tá quase passando....Vou resmungar mais um pouquinho...
Dizem que a raiva nos envenena: _ Socorro! Estou morrendo!
Não sei se passou mas, finalizando meu monólogo: a gratidão é uma moeda e seu preço é muito alto.
"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia" (Nietzsche)
Fundo Musical: "Como uma onda" (Lulu Santos) e na sequência: "Mentiras" (Adriana Calcanhoto).

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

ANSIEDADE

Definição de ansiedade segundo Silveira Bueno (Minidicionário da Língua portuguesa): desejo ardente.
Definição de ansiedade segundo Sisi : ânsia de viver :)
Sim, os milagres continuam acontecendo na minha vida, todos os dias, de alguma forma. Hoje tive a prova mais contundente do quanto sou cuidada por um força misteriosamente superior, boa, amorosa.
"_ Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o mestre.
_ A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
_ O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir!"
Fundo Musical: "Por que que eu não pensei nisso antes?" (Zélia Duncan) e na sequência: "Errinho à toa" (por Leila Pinheiro)
DESIDERATA

Para começar a semana com "chave de ouro" tomei emprestado este texto do blog de uma amiga querida, acho que até bastante conhecido mas que vale ser relembrado sempre.
Em tempo: meu domingo foi muito gostoso ao lado de pessoas que eu gosto sinceramente e cercada de muito amor, amizade, sinceridade e carinho :)
Desiderata - (Do latim DESIDERATU: Aquilo que se deseja. Aspiração.)
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha-se em harmonia com todas as pessoas. Fale a sua verdade, mansa e claramente, e ouça a dos outros. Mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua própria história. Evite as pessoas escandalosas e agressivas, elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém superior ou alguém inferior a você. Você é filho do Universo, irmão das estrelas e das árvores. Você merece estar aqui. E, mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino. Desfrute das suas realizações, bem como dos seus planos. Mantenha-se interessado em sua carreira, pois, ainda que humilde, ela é o que de real existe ao longo do tempo. Seja cauteloso nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcias, mas não se torne cético, porque a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos. Seja você mesmo. Principalmente não simule afeição, nem seja descrente no amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito, que o protegerá do infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. E, a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo. Portanto, esteja em paz com Deus! Como quer que você O conceba. E quaisquer que sejam suas aspirações, na fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com a sua própria alma. Apesar das falsidades, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito. Seja prudente. Faça tudo para ser feliz.
(Encontrado na velha igreja de Saint Paul, Baltimore, USA, datado de 1692.)
"E se fosse isso perder a vida: fazermos a nós próprios as perguntas essenciais um pouco tarde de mais?" ( Gilbert Cesbron)
Fundo Musical: "Como nossos pais" (por Elis Regina) e na sequência "Chão de Giz" (por Zé Ramalho)

domingo, 4 de setembro de 2005

CELEBRAÇÃO

Sou mesmo uma notívaga. Eu AMO a noite - gosto do silêncio que ela encerra, do clima de segredos, das luzes da cidade, das casas nas montanhas que lembram árvores de natal. Gosto do som dos grilos e do barulho do vento no telhado.
Neste sábado a noite estava linda, o clima perfeito e as companhias melhor ainda. Celebração do aniversário de um amigo no sentido amplo e irrestrito da palavra. Uma festa gostosa, com poucas pessoas, com decoração de bom gosto, boa música, telão e clipes excelentes. A recepção calorosa de quando somos bem-vindos e esperados sinceramente.
Como é bom celebrar! Como é bom viver! Como é bom ter amigos.
“Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra.”
Fundo Musical: "I don´t Wanna k" (Mario Winans) e na sequência: "Bring me to life" (Evanescense)

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

NOITE DE MUSKIL GUSHA

Hoje é quinta-feira. Noite de Muskil Gusha, o dissipador de todas as dificuldades.
Existe uma tradição sufi que reúne pessoas do mundo inteiro todas as noites de quinta-feira para lerem a história de Muskil Gusha. É uma história que nunca termina...
Na nossa "turma" seguimos esta tradição. Já não nos reunimos há pelo menos duas quintas-feiras e estou mesmo com saudades de ler a história.
Entretanto a simples menção da tradição já é o suficiente para dar esta sensação boa de proteção, de que o Universo conspira para que as coisas dêem certo em nossas vidas e o AMOR fica mesmo no ar.
Coincidência ou não o meu dia hoje foi muito bom. Fiz certas coisas que há muito eu não fazia por alguns motivos que não quero citar aqui, mas que me deixaram tão feliz! Coisas simples, mas penso que é justamente na simplicidade que está a perfeição.
E nesta noite especial de Muskil Gusha, estive conversando com uma pessoa também bastante especial, que espero sinceramente eu possa conhecer melhor a cada dia, e falamos sobre o "TER" e o "SER".
Fiquei pensando em tudo o que tive quando tinha tanto e descobri que eu não tinha nada. Hoje tenho o suficiente! Pensei também sobre a liberdade, sobre o ir e vir e sobre as "prisões" da alma.
Pedi "um segredo" nesta noite e espero poder falar sobre a concretização na próxima quinta-feira!
Para os que me gostam: torçam por mim, me ajudem com pensamentos positivos.
Para os que não me gostam: obrigada por existirem e me darem a oportunidade de tentar ser uma pessoa melhor a cada dia que oro por vocês e tento me desfazer de quaisquer sentimentos pequenos ou que façam mal à alma.
Tenham todos uma "Feliz Noite de Muskil Gusha".
"O discípulo disse ao mestre:
— Aprendi a aceitar o nascimento e a morte.
— O que quer de mim? — perguntou o mestre.
— Aprender a aceitar o que está no meio."
Fundo Musical: "Madana Mohana Murari" (Tomaz Lima) e na sequência: "O coração que tornou-se chuva" (Andrey Cechelero)