quarta-feira, 31 de agosto de 2005

CONEXÃO

Ando meio distraída estes dias e hoje me dei conta que estava meio desconectada de mim mesma. Já se sentiram assim? Agindo como autômatos na rotina do dia à dia?
Pois então eis que recorri ao meu "interruptor" da alma: a oração.
E para mim, orar é conversar com uma Energia Superior do nosso jeitinho, com nossas próprias palavras, como um filho conversa com seus pais, falando de suas dúvidas, agradecendo pelos ensinamentos, pedindo conselhos e, por quê não?, pedindo que sejam supridas algumas necessidades.
Sempre digo que orar é falar com o coração e nosso coração é o nosso cordão umbilical com o Ser Supremo, não importando qual seja o Seu nome.
Hoje eu orei. Orei muito. Me ajoelhei e orei sinceramente. Orei pelo planeta, pelo povo do oriente médio, orei pelos doentes, por aqueles que hoje possam ter perdido um ente querido. Orei pelos que não têm o que comer ou onde morar. Orei pelos pais de famílias desesperados por estarem desempregados e não terem como sustentar seus filhos. Orei pelos meus amigos e principalmente orei pelos que não me querem bem. E agradeci por ter onde morar, o que comer, pela minha saúde e por ter uma profissão.
Enfim, penso que novamente, me conectei :)
"Não tenho vergonha de me contradizer, porque não tenho medo de evoluir."
Smalla’Alik
Fundo Musical: "The highwayman" (Loreena McKennitt) e na sequência: "Only an ocean away" (Sarah Brightman)
ESCOLHAS

Já pararam para pensar que nossas escolhas podem afetar para o bem ou para o mal a vida de outras pessoas? Muitas vezes escolhemos como autômatos sem levar isto em consideração. Mas somos co-responsáveis por toda vida que habita nosso planeta. Não adianta negar que estamos todos interligados. Lembram-se da teoria de que o bater das asas da borboleta pode causar depois de alguns milhares de anos um fenômeno natural? Poderia citar aqui muitos exemplos, como o simples fato de nos preocuparmos com o local onde deveremos depositar baterias de celular sem utilidade, ou ainda evitar jogar qualquer lixo não orgânico na natureza porquê demorará muito tempo para se decompor interferindo no meio ambiente, mas na verdade quando comecei este post estava pensando em sentimento mesmo. Em como nossas escolhas podem fazer sofrer ou fazer feliz outro ser humano. Hoje a escolha de alguém que eu gosto me magoou. Mas me lembrei que certa vez fiz uma escolha que penso também deva ter magoado esta pessoa. É inegável a física: lei da ação e reação.
Se eu pudesse definir uma imagem para explicar o que estou tentando dizer, seria assim: todos os seres humanos ligados por um fio de luz lilás através do umbigo e que explicaria a expressão: "certa pessoa só pensa no próprio umbigo", porquê seja lá que atitude tomarmos, estaremos causando uma mudança em cadeia, no coração e na vida de alguém, na nossa casa, no nosso trabalho, no meio em que vivemos, no planeta...
"Pense bem antes de ferir um coração - você pode estar dentro dele".
Fundo Musical: "Sonho" (Peninha) e na sequência: "Se é tarde, me perdoa" (por Leila Pinheiro)

terça-feira, 23 de agosto de 2005

MAKTUB

"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto, seja no meio das grandes cidades. E quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gêmea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol. Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana."
"Vive como quiseres: és mortal. Ama o que quiseres: um dia terás que abandoná-lo. Faze o que quizeres: receberás o equivalente daquilo que terás feito."
Yá iuni, habaiták :)
Fundo Musical: "Elleila ya samra" (Mohamed Mounir) e na sequência: "Arabic Belly Dance" (Shakhira)

domingo, 21 de agosto de 2005

AGAIN: EVERY TIME WE SAY GOODBYE

Humana que sou, tropeço inúmeras vezes e tento, no meu ritmo evolutivo, aprender com meus erros e às vezes com os erros do próximo .
Humana que sou, tento ser compreensiva e passar por cima de certas coisas, como eu gostaria que fizessem comigo.
Humana que sou, ainda não cheguei ao estágio de conseguir aceitar incondicionalmente certas atitudes e após tentar uma, duas ou três vezes relevar, também tenho limites e quando chego a dizer: "tarde demais", acreditem, consigo matar dentro de mim quaisquer lembranças ou vestígios da existência de uma pessoa em minha vida. E é muito triste a morte de alguém que ainda vive (sim...humana que sou ainda tenho alguns sentimentos não tão sublimes).
"A escolha é sua. E o importante, é que você sempre tem escolha. Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer." (Luiz Borges)
Fundo Musical: "Uma carta" (L.S. Jack) e na sequência: "Quando o sol se for" (Detonautas).

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

LEMBRETE

A vida não é um ensaio. Não dá para voltar e refazer do jeito certo. Precisamos fazer o melhor agora, neste exato momento. Precisamos colocar em prática as nossas verdades. Cada minutinho nos escorre pelos dedos como aquela areia fininha da ampulheta, sem que possamos fazer nada a respeito que não seja fazer o que nos torne felizes. É bem simples assim. Estamos aqui para sermos felizes e não podemos aceitar menos que isto. Você está feliz agora? Não? O que pode fazer a respeito? Ah...está se preocupando com o que os outros vão pensar? E nos seus últimos 15 minutos de vida lá naquele futuro bem distante (espero)...vai preferir ficar se arrependendo e pensando em: "e se eu tivesse feito isto?" ou vai preferir ficar se recordando do quanto foi bacana e enriquecedor estar aqui?
Parou para pensar que esta última palavra que você está lendo já faz parte do seu passado e que não há nada que você possa fazer a respeito?
Lembre-se que o presente não tem este nome à toa. É mesmo um presente do Universo para que possamos escrever da melhor forma que pudermos o nosso futuro.
Não condicione a sua felicidade à: "quando você amadurecer" "quando você tiver dinheiro", "quando você casar", "quando você se formar", "quando você se apaixonar", "quando você emagrecer".
Sua vida só você a vive e sua vida é AGORA.
Ah...mas viver é arriscar e se às vezes não der certo, pode doer...
E daí?
Vai doer e vai passar :)
"Era isso a vida? Pois muito bem, outra vez!" (Nietzsche)
Fundo Musical: "É preciso saber viver" (Titãs) e na sequência: "Cara Valente" (Maria Rita).

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

EM TEMPO
Já se arrependeram pelo que "não" disseram?
É muito ruim. Muito mesmo.
A máxima: "é melhor se arrepender por fazer do que por não tentar" está martelando aqui na minha cabeça hoje.
Mas e quando não te deram a oportunidade de falar? E quando não foi sua a opção de não dizer? Há que se respeitar a vontade do interlocutor.
"Quero te dizer que foi muito bom. Tudo foi bom: o primeiro "oi", o sorriso em princípio tímido, o teu olhar observador, a tua risada quando confiou, a primeira vez que segurou minha mão.
Quero te dizer que ainda penso muito em você e que sei que você pensa em mim. Sei que fui marcante e não preciso nem nomear o tipo de relacionamento que existiu porquê não foi tão simples ao ponto de ser explicado e nem tão complicado ao ponto de ser traumatizante. Foi na medida exata para se tornar inesquecível. Não sou de usar a palavra "Nunca", mas sei que neste momento é a única adequada. Nunca mais nos falaremos, nunca mais passearemos sem destino e nem brigaremos por causa dos nossos estilos musicais tão diferentes. Embora "nunca" pareça tão incerto é a única certeza que tenho em relação à nós. Sabe por quê? Foi tudo tão bom, tão fora do comum, tão nosso, foi tão perfeito que não há necessidade de repetição. Não precisamos nos falar ou nos ver novamente. Não é preciso nenhum estímulo para nos lembrarmos, porquê ficou gravado na nossa alma, porquê sei que você aprendeu algo comigo e sei sim do quanto você me ensinou. Vai lá e faça a tua parte quando chegar a tua vez. Aceite e goste de alguém tão incondicionalmente que não seja necessário nada, absolutamente nada em troca que não seja a própria existência deste ser humano. Foi assim comigo. Mas só reconhecemos aquilo que conhecemos e você não sabia sobre isto ainda. Mas sei que um dia vai descobrir e posso imaginar o teu sorriso. Foi bom. Simples assim. Omnia vincit amor."
"Do que sabes conhecer e medir é preciso que se afaste ao menos por um tempo, só depois de ter deixado a cidade verá a que altura suas torres se elevam acima das casas". (Nietzsche)
Fundo Musical: "Epitáfio" (Titãs) e na sequência: "An ocean apart" (Julie Delpy)

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

"RE"CONSTRUINDO


Quando vamos lavar um caldeirão velho cheio de ferrugem no fundo, precisamos remexer e retirar toda a sujeira para conseguir que fique realmente limpo. Assim é com nossa alma quando paramos eventualmente para fazer um "faxininha" básica. Há que se ter muita coragem para irmos até o fundo da nossa tristeza. Nestes momentos faço analogia à "mola" que quanto mais para baixo for pressionada, maior o impulso para o "salto", para vir à tona..
Há que se ter muita coragem também para um contato sincero conosco mesmos. Para enfrentarmos nossos medos e dúvidas. Sei que o "inferno" nos rodeia em vida e que cada um de nós já o vislumbrou um pouquinho. Mas sei também que certas experiências nos tornam mais fortes e menos vulneráveis à algumas circuntâncias e eu não tenho medo da dor ou da verdade que ela encerra.
"(...)Não me interessa se a história que conta é verdadeira. Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança. (...) Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.... Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia."
Fundo Musical: "Por Enquanto" (Cássia Eller) e na sequência: "Pais e Filhos" (Legião Urbana).

domingo, 7 de agosto de 2005

PRECE DA SERENIDADE


"Deus me dê a serenidade de aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que pode ser mudado e sabedoria para perceber a diferença".

"De repente percebo - não mais com a mente e sim com o coração - que não há certo nem errado. Há apenas o amor. E que quando aceitamos esse estado de extrema fragilidade que é amar o outro exatamente como é, sem pretender reformar, sem almejar ensinar, sem nenhuma expectativa, atingimos a paz. As pessoas são. O mundo é. Os adjetivos terminam. (Ligia Gomes Carneiro).
Fundo Musical: "Strani Amori" (Renato Russo) e na sequência: "Verdade Chinesa" (por Emílio Santiago).

quarta-feira, 27 de julho de 2005

CONVENIÊNCIA DA IGNORÂNCIA

Finalmente consegui me reunir com o secretário de educação / turismo e o prefeito de um município aqui próximo a Florianópolis para viabilizar o acesso à cultura a uma camada da população que nem sempre teve esta oportunidade.

O que me motivou foi a última mostra de cinema infantil que houve aqui em Floripa e que certamente as crianças desse município onde estive não tiveram acesso.

Eis o que lamentavelmente ouvi na reunião:

“Bom, você pode até tentar, mas as pessoas vão vir em uma semana e no máximo na outra, depois vão desistir e terá sido um investimento desnecessário”

Respondi que é uma questão de cultivarmos o hábito e que não via nisto um motivo para desistir.

Bom, a insistência valeu a pena, porquê um espaço foi liberado pela prefeitura e agora de posse do conhecimento necessário da legislação de incentivos vigentes e captação de recursos, vamos proporcionar o contato com a arte a agricultores e uma parte da população que nunca (segundo eles mesmos me contaram) viram um filme no cinema ou uma peça de teatro.

O que me decepcionou foi a postura de um "representante do povo" tentando a todo custo me desestimular a conseguir que a população se habitue a viver uma realidade - pelo menos amenizada - com o contato direto com a cultura, com a arte, com a música, que penso, ampliam nossos horizontes e perspectivas, nos permitindo a possibilidade de exercitarmos mentes mais críticas – QUE É EXATAMENTE O QUE ELES NÃO QUEREM.

"Se você pensa que algo está certo só porque todo mundo pensa assim, você não está pensando."

Fundo Musical: "Comida" (Titãs) e na sequência: "Daniel na cova dos leões" (Legião Urbana).


terça-feira, 26 de julho de 2005

MUVUCA


Queridos amigos visitantes, vou usar este espaço para compartilhar um evento lamentável, mas como fofoca é bom e todo mundo gosta um pouquinho e eu sou humana e não tenho sangue de barata (façam o que digo mas não façam o que eu faço - rezem pela minha evolução espiritual porquê eu para santinha, realmente não sirvo): eis que do meu post anterior a este, apareceu um "comment anônimo" que transcrevo aqui, seguido da minha resposta.

At 12:19 PM, Anonymous said
Pior que tirar uma amizade, é tirar um amor, pela falta de bonsenso de certas amizades invazivas, sem limites...


At 2:33 PM, Sisi said…
Querida "anônima", Como eu estava ansiosa pela sua visita! Não tem idéia do quanto esperei para dizer: Você é feia (sim...eu te acho muito feia, isto porquê a feiura da alma extrapola para o corpo físico - ainda bem que eu não tenho estes grilos não, sabe, eu cuido muito do meu intelecto e da minha alma, o que me proporciona segurança em todos os níveis de relacionamentos), você é burra (porquê chega a ser burrice postar aqui achando que eu não saberia de quem se trata), doente (teu ciúme é doentio e sem limites e o pior: infundado), covarde (como sou boazinha vou continuar abrindo este espaço para você postar "anonimamente", viu?), desocupada (trabalhar faz bem e já ouviu dizer que "mente vazia é oficina do diabo?") e tem má índole (a vida de crimes começa assim...começa com gestos pequenos como "invadir a privacidade" e "violar / interceptar" correspondências alheias). Volte sempre por aqui, vai ser muito divertido ver você se expondo ridiculamente "também" neste espaço. Aos amigos e amigas que sempre me visitam, sentem-se e divirtam-se - uma "muvuca" é sempre bom para quebrar um pouco a nossa rotina. Me desculpem se o nível cair um pouco, mas às vezes precisamos "baixar ao nível" de determinadas criaturas para não ficar um discurso tão "desigual/covarde", afinal é mesmo bobagem tentar jogar pérolas aos porcos.


: P


Fundo Musical: "Certos Amigos" (Grupo Expresso Rural) - Hoje é o aniversário de um amigo muito especial.

domingo, 24 de julho de 2005

CRIADOR X CRIATURA

Que interessante o quanto é possível conhecer nossa alma através da arte.
Final de semana acompanhada de uma amiga querida, pintando um quadro. Coloquei na tela as cores que iam na alma e tracei o caminho do meu coração.
Ao final da "obra" um retrato dos sentimentos: energia, revolução de idéias e ideais, a busca pela paz e o objetivo maior: amor.
Foi uma experiência bastante enriquecedora, cheia de silêncios, contato com meu eu mais profundo, fofocas, risadas, "pérolas", lanchinhos, planos, bagunça...
"Tirar a amizade da vida é como tirar o sol do Mundo" (Marcus Tullius Cícero)
Fundo Musical: "Não vá ainda" (Zélia Duncan) e na sequência: 'Nas manhãs do sul do mundo" (Expresso Rural).

quarta-feira, 13 de julho de 2005

RELATIVO

Eu estava no centro da cidade hoje e precisei pagar por determinada coisa. O "cobrador" me perguntou:
_ "Você tem uma moeda de R$ 0,10?"
_ Não tenho. Desculpe.
_" Você tem um sorriso para me dar?"
Risos.
_ "Bonito o teu sorriso. Eu estava precisando muito. Meu dia começa a ficar melhor. Obrigado."
"Talvez eu saiba, melhor do que ninguém, por que o homem é o único animal que ri: ele, e só ele, sofre de uma maneira tão excruciante, que foi obrigado a inventar o riso" (Nietzsche)
Fundo Musical: "Insensível" (Titãs) e na sequência: "Giz" (Legião Urbana).

quinta-feira, 7 de julho de 2005

COMPARTILHANDO
Saudades de postar, mas sem tempo. Motivos para escrever tenho muitos.
A última vez que postei tinha 31 anos e agora eis-me aqui: "3.2"
Aniversário é sempre uma época para revermos atitudes, posturas de vida, projetos e metas.
Também uma nova fase, finalmente evoluíndo em relação a um problema de saúde que já durava uns 5 anos e que de alguma forma fez com que me recolhesse um pouco :P
Estou voltando aos pouquinhos. Desde o dia do aniversário já dei umas saidinhas, me reuní com pessoas bacanas, conheci outras tantas. Estou feliz em essência.
Como diria minha amiga Taís, passando pela fase "James" (nome do Doutor responsável pela minha melhora e pela melhora dela também).
O que mais bacana aconteceu por estes dias foi ter voltado a conversar com uma amiga que eu amo muito. Estávamos sem nos falar a mais ou menos um ano e meio. Sabe quando amamos muito alguém mas percebemos que ficar por perto nem sempre é o melhor para as duas partes? Então...silenciosamente nos afastamos mas com a certeza do sentimento de amizade sincera, afinal, gostar às vezes também é renunciar.
Agora em outro momento é muito bacana ver o quanto as pessoas evoluem, o quanto podemos nos tornar seres humanos melhores em tão pouco tempo!
Bom, e aí senti saudade de falar com um outro amigo, mas este, penso, talvez não seja o momento ainda. Tudo a seu tempo.
Nossa! Escrevi tanto hoje e sem "ideagramas" "monólogos" "hieróglifos" (risos).
Lembram da historinha do Dragão que escrevi no início deste blog? Estive enfrentando uns dragões por estes dias. Não compartilhei esta guerra silenciosa com os amigos mais próximos, já tão envolvidos com seus próprios dragões, mas foi gostoso perceber que às vezes é bom calar antes de sair "alugando" o ouvido paciente das pessoas queridas. Aceitei o "dragão" e ele está quase me entendendo (metáforas de novo - me perdoem, não resisti).
É isto aí. Acho que estou pronta novamente. Parafraseando um blog secreto de uma pessoa secreta: C'est la vie (esta é a vida).
"Um amigo é um coração aberto, disposto a ouvir, capaz de compreender, pronto a perdoar."
Fundo Musical: "Desejos de Mulher" (o CD inteiro - da Fabi :P )

quarta-feira, 29 de junho de 2005

QUASE

Aos amigos visitantes: falta-me a inspiração, então hoje recorri a um texto atribuído a Luiz Fernando Veríssimo:
"Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa bendita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive... já morreu!!"
"Você pode não ter tudo que gostaria, mas certamente tem tudo que precisa."
Fundo Musical: "Red House" (Jimi Hendrix) e na sequência: "Iris" (Goo Goo Dolls)

domingo, 26 de junho de 2005

MONÓLOGO VII - ESCOLHAS

Ás vezes gostaria de ter alguém para decidir por mim.
Que responsabilidade fazermos nossas escolhas!!!
E se eu deixar passar esta oportunidade, outras virão?
Sei que estou fazendo a minha parte para estar apta a optar.
Para quê parei de acreditar?
Enfim, devo casar, levar o meu cachorro para andar de patins ou comprar uma bicicleta?
Manteiga ou requeijão?
Café ou leite?
Arroz ou feijão?
Pela manhã ou à noite?
No inverno ou no verão?
Branco ou preto?
Chico ou Caetano?
Talvez se parássemos de tentar decidir descobríssemos que ao invés de fazer opções poderíamos ter "complementos e adições".
De novo, monologando filosóficamente e ainda na fase mais introspectiva da minha vida...
Ah e quem foi que disse que tudo tem que fazer sentido?

"A verdadeira pergunta é: o quanto da verdade você é capaz de suportar?" (Nietzsche)

Fundo Musical: "Fico assim sem você" (Adriana Calcanhoto) e na sequência: "Depois de ter você" (por Maria Bethania).

domingo, 19 de junho de 2005

MATRIX
Bom, acho que a maioria das pessoas pelo menos uma vez na vida já passou por uma pequena "depressãozinha", afinal, altos e baixos acontecem com todo mundo.
Eu estou passando por uma. Na verdade a primeira daquelas fortes mesmo (pelo menos que eu tenha percebido).
E dentro outros pensamentos que realmente eu não gostaria de ter, me veio aquele questionamento oriundo de quem está meio para baixo: a vida às vezes não tem muito sentido. Como se fôssemos de alguma forma manipulados e realmente não enxergássemos as coisas como realmente são. Como se apenas repetíssemos alguns modelos que nos foram apresentados.
Assistindo TV me vem mais uma vez a sensação: os que nos representam demonstrando toda sorte de mal caratismo, visando apenas o vil metal e ignorando quaisquer consequências a fim de obter riqueza e principalmente poder e eu me perguntando se vale a pena e para quê estou aqui.
Claro que pedi socorro para os que amo (100% amigos) e que não me faltaram, como sempre, me dando a lucidez (?) necessária para buscar forças, dar a volta por cima e continuar.
Bom, vou conseguir, tenho certeza, mas enquanto isto:
"Tá bom...Deus inventou isto, inventou aquilo e quem inventou Deus?"
"Qual o sentido de levantar, trabalhar, voltar, dormir, acordar, levantar, trabalhar, dormir"?
O que é real?
O que criamos a partir da única referência que possuímos?
Estamos acordados?
Engraçado é que dizem que os loucos são assim porquê são tão inteligentes que se recusam a viver o mundo real.
Será que estou enlouquecendo? Infelizmente acho que não ( o que prova que estou, porquê quem enlouquece nega até a morte que esteja louco...risos).
Estou te assustando? Eu a quem sempre recorrem em busca de compreensão, afeto, resposta, apoio, lucidez?
Só estou tendo a ousadia de questionar o que existe por trás da grande Matrix (eu só assisti o primeiro filme, tá? Imagine só se eu tivesse assistido a trilogia?).
Minha alma é inquieta. Minha mente é inquieta, mas a "Mente" mente e eu sei disto. De forma que estou neste momento de expectadora do que ela está tentando me dizer.
Perceberam que embora eu tente "dialogar" sempre volto ao meu monólogo? Me desculpem pela introspecção. Mas estou na minha primeira depressão tentando tirar algo de bom disto aqui.
Como me disse um amigo certa vez: "E la nave va" (a vida continua...).
"As vezes ficamos enlouquecidos, porque esquecemos que somos diferentes. Porque o amor não é uma competição para que cada um supere a força do outro, mas uma cooperação que necessita dessas diferenças." Richard Bach
Fundo Musical: "Dias de Esperança" (Luiz Melodia) e na sequência: "Todos os dias" (Zélia Duncan)

sábado, 11 de junho de 2005

CICLO

Adoro esta palavra que às vezes pode ter um significado paradoxal. Lembra o infinito (círculos) mas ao mesmo tempo representa o início e o fim.
Eu particularmente estou vivendo o final de um ciclo mas com uma sensação de dejavú. E isto me faz refletir se a 'repetição' de alguns episódios não seriam mesmo uma 'repetição' derivada das minhas atitudes. Mas então isto nos leva à teoria da "causa e efeito". Sou responsável por cada momento que estou vivendo. Plantei cada semente e penso que a conscientização disto de alguma forma me liberta e quem sabe possa me salvar e me fazer escolher melhor as sementes para que no final do próximo ciclo a colheita me seja um presente.
Não reclamo, não me sinto injustiçada e sei que tenho responsabilidade sobre cada segundo de alegria ou tristeza, fartura ou escassez, sucesso ou fracasso, solidão ou companheirismo, saúde ou doença.
Andar em círculos às vezes é associado à estagnação de uma situação, no que discordo, uma vez que o que determina a evolução é o sentimento pessoal de cada um nesta experiência _ nós fazemos nosso próprio Ciclo.
"Ninguém pode viver o AMOR ou a DOR em seu lugar. Sua vida, só você a vive."
Fundo Musical: "Epitáfio" (Titãs) e na sequência: "Filtro Solar" (por Pedro Bial).

terça-feira, 7 de junho de 2005

RELIGIOSIDADE

Já fizeram uma prece? Sinto como se eu tivesse uma engrenagem dentro da alma e ás vezes percebo que ela está precisando de uma manutenção. Então eu me ajoelho e faço uma prece. Uma prece ao Universo, à Natureza, à Deusa e ao Deus. Uma prece a Allah. Uma prece à Isis.
Costumo dizer que a prece é o nosso cordão umbilical com a Força Maior, não importa a denominação que tiver _ religião é um tanto diferente de religiosidade.
Prece Irlandesa
"Que a estrada se abra a tua frente,
Que o vento sopre levemente às tuas costas
Que o sol brilhe suave e morno em tua face
Que a chuva caia de mansinho em teus campos,
E até que nos encontremos de novo,
Que Deus te guarde na palma de Suas mãos."
A Grande Invocação
"Do ponto de luz na mente de Deus
Flua luz às mentes humanas
Que a luz desça à terra.
Do ponto de amor no coração de Deus,
Flua amor aos corações humanos;
Que aquele que vem volte à terra.
Do Centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Guie o propósito todas as pequenas vontades humanas;
O propósito que os mestres conhecem a que servem.
Do Centro a que chamamos a raça humana,
Cumpra-se o plano de amor e a luz;
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a luz, o amor e o poder
Restabeleçam o plano na terra."
"Para ser grande sê inteiro, nada seu exagera ou exclui!". (Fernando Pessoa )
Fundo Musical: "Oblivion" (Astor Piazzola), e na sequência: "Sempre não é todo dia" (Oswaldo Montenegro)

segunda-feira, 6 de junho de 2005

YÁ HABIBI

Sempre desejo aos meus amigos: "Que tudo que você quiser verdadeiramente e de coração, possa o Universo providenciar para que se torne realidade".
Aproveito para complementar: cuidado com o que você pedir, porquê pode se concretizar.
A vida é mesmo tão interessante e feita de ciclos! Algumas coisas tendem a se repetir. Tudo é relativo e às vezes só depende do referencial que temos.
Bom, este post não deixa de ser outro monólogo com alguns "ideagramas" (já leram 'O Código Da Vinci?')
MADANA MOHANA MURARI ("Por seres mais sedutor do que o próprio cupido, roubaste o meu coração.")
OM MANI PADME HUM ("Devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas")
Alguns bons motivos me fizeram voltar a praticar a dança do ventre - celebração da vida !
A salamo a-leikom (Que a paz esteja com você!)
"Quando o discipulo está pronto, o mestre aparece!"
Fundo Musical: "Elleila Ya Samra" (Mohamed Mounir) e na sequência: "Habibi Nura Ayne" (Alabina)

sábado, 4 de junho de 2005

MONÓLOGO VI
Estava aqui me lembrando hoje de quando andávamos de mãos dadas dentro do apartamento (de um dos, né?). Aí me lembrei de tantas outros detalhes, só nossos...
Eu fingia que dormia quando você levantava de madrugada e quando ia tomar banho eu levantava bem devagarinho, fazia o café e colocava a mesa, sempre com um bilhetinho e então voltava a dormir e ouvia teu sorriso quando encontrava a surpresa.
Mesmo após mais de três anos, eu ainda sentia aquele friozinho na barriga, dos apaixonados, quando ouvia o barulho da chave abrindo a porta.
Lembrei de quando te levei para jogar boliche e também quando te raptei no meio da tarde.
E a nossa copa do mundo? Parecia que tinha uma multidão dentro da sala...
Os pastéis da feira, os pães com mortadela e coca-cola, risos...
Nossa paixão por livros, jornais, revistas, música, arte! Por falar em arte, lembrei de nós pintando nossos quadros...bom, você mais pintava as próprias roupas e cabelos e braços, mas tudo bem, isto é arte também, seria um "auto-retrato"?
Das nossas aventuras em minhas entrevistas de recolocação profissional em outros Estados.
De quando fugimos para a pousada.
De quando subimos até o pé de eucalipto e enxergamos o mar aberto e então descobrimos que era ali que iríamos morar.
Lembro quando eu ficava de "co-pilota" enquanto você fazia o almoço e quando era batata frita por mais que você as fritasse, nunca ficava alguma no prato...quem será que as comia?!!!
E quando você levava café ou almoço ou jantar na cama e fazíamos bagunça!
Lembro que nunca tomávamos sequer um copo d'água sem dividirmos.
Nossa! lembra da Estrela do Mar que salvamos? Nunca vou esquecer...
Lembrei que quando vi tuas lágrimas fui capaz de entregar tudo o que eu tinha nas mãos de alguns estranhos e fiquei com você, correndo o risco de que eles me levassem tudo.
E quando adoecemos juntos? Quando você faltou no trabalho por muitos dias, só para segurar minha mão?
Estou aqui sorrindo de lembrar algumas outras coisas.
Estavamos tão predestinados a não nos separarmos nunca. Ainda não entendo o que aconteceu. Penso mesmo que você também não entenda. Na verdade sei que não nos separaremos nunca, de alguma forma. Porquê podem tirar tudo o que possuímos, mas os momentos que fizemos e a história que escrevemos, são nossos...apenas nossos.
Tá, eu sei nem tudo foram momentos bons, mas no amor é assim...estes momentos ruins parece que temos o dom de apagá-los da memória e do coração.
Não acho que exista alguma possibilidade mais. Mas quero te dizer que eu sei que você tanto quanto eu, de algum jeito e para sempre: "ainda"..."apesar de".
"...Porém muitas vezes elas (as almas) se encontram em um tempo e em um espaço diferentes do que suas realidades possam permitir. Mas depois que se encontram ficam marcadas, tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar. "
Fundo Musical: "Quem de nós dois" (Ana Carolina) e na sequência: "Brigas" (por Gal Costa).