domingo, 19 de junho de 2005

MATRIX
Bom, acho que a maioria das pessoas pelo menos uma vez na vida já passou por uma pequena "depressãozinha", afinal, altos e baixos acontecem com todo mundo.
Eu estou passando por uma. Na verdade a primeira daquelas fortes mesmo (pelo menos que eu tenha percebido).
E dentro outros pensamentos que realmente eu não gostaria de ter, me veio aquele questionamento oriundo de quem está meio para baixo: a vida às vezes não tem muito sentido. Como se fôssemos de alguma forma manipulados e realmente não enxergássemos as coisas como realmente são. Como se apenas repetíssemos alguns modelos que nos foram apresentados.
Assistindo TV me vem mais uma vez a sensação: os que nos representam demonstrando toda sorte de mal caratismo, visando apenas o vil metal e ignorando quaisquer consequências a fim de obter riqueza e principalmente poder e eu me perguntando se vale a pena e para quê estou aqui.
Claro que pedi socorro para os que amo (100% amigos) e que não me faltaram, como sempre, me dando a lucidez (?) necessária para buscar forças, dar a volta por cima e continuar.
Bom, vou conseguir, tenho certeza, mas enquanto isto:
"Tá bom...Deus inventou isto, inventou aquilo e quem inventou Deus?"
"Qual o sentido de levantar, trabalhar, voltar, dormir, acordar, levantar, trabalhar, dormir"?
O que é real?
O que criamos a partir da única referência que possuímos?
Estamos acordados?
Engraçado é que dizem que os loucos são assim porquê são tão inteligentes que se recusam a viver o mundo real.
Será que estou enlouquecendo? Infelizmente acho que não ( o que prova que estou, porquê quem enlouquece nega até a morte que esteja louco...risos).
Estou te assustando? Eu a quem sempre recorrem em busca de compreensão, afeto, resposta, apoio, lucidez?
Só estou tendo a ousadia de questionar o que existe por trás da grande Matrix (eu só assisti o primeiro filme, tá? Imagine só se eu tivesse assistido a trilogia?).
Minha alma é inquieta. Minha mente é inquieta, mas a "Mente" mente e eu sei disto. De forma que estou neste momento de expectadora do que ela está tentando me dizer.
Perceberam que embora eu tente "dialogar" sempre volto ao meu monólogo? Me desculpem pela introspecção. Mas estou na minha primeira depressão tentando tirar algo de bom disto aqui.
Como me disse um amigo certa vez: "E la nave va" (a vida continua...).
"As vezes ficamos enlouquecidos, porque esquecemos que somos diferentes. Porque o amor não é uma competição para que cada um supere a força do outro, mas uma cooperação que necessita dessas diferenças." Richard Bach
Fundo Musical: "Dias de Esperança" (Luiz Melodia) e na sequência: "Todos os dias" (Zélia Duncan)

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi amadaaaaaaaaaaa, lindo eese texto, eu diria que são palavras de cancerianos .....
Logo to chegando aí, te adoro muitão
Saudadessss Rita e Cabeção